Por Riccardo Neri — Em uma movimentação que reorganiza os alicerces digitais do franchise, a francesa Ubisoft anunciou uma nova estrutura de comando para Assassin’s Creed por meio da subsidiária Vantage Studios. A iniciativa visa garantir crescimento sustentável e consistência criativa para uma das marcas mais valiosas do mercado de jogos, tratando o portfólio como uma infraestrutura distribuída que precisa de coordenação centralizada.
O reposicionamento concentra responsabilidades estratégicas, criativas e operacionais em três profissionais com histórico consolidado na série. A liderança global ficará a cargo de Martin Schelling, nomeado Head of Assassin’s Creed Brand. Ex-Chief Production Officer da Ubisoft, Schelling traz experiência prática em títulos-chave como Revelations, Black Flag, Origins e Valhalla. Seu papel será definir a visão de longo prazo e a estratégia comercial, agindo como o engenheiro que alinha os fluxos de trabalho e estabiliza a cadeia de produção do franchise.
No eixo criativo, Jean Guesdo assumirá como Head of Content. Veterano desde o lançamento da franquia em 2007 e conhecido por dirigir criativamente capítulos transformadores como Black Flag e Origins, Guesdo terá a responsabilidade de preservar os pilares narrativos e estéticos do DNA da marca, enquanto supervisiona múltiplos estúdios que trabalham em camadas distintas de conteúdo.
Para completar o núcleo de coordenação, Francois de Billy foi nomeado Head of Production Excellence. Com passagens pela produção de Origins e Valhalla, De Billy ficará responsável pela eficiência operacional: otimização de processos, padronização de práticas em pipelines complexos e implementação de métricas que traduzam qualidade criativa em previsibilidade de entrega — essencial quando se gerencia um portfólio com vários projetos simultâneos.
Nas próximas semanas, esse trio se integrará formalmente a Andree-Anne Boisvert e Lionel Hiller, completando a equipe executiva destinada a centralizar decisões estratégicas e operacionais. A leitura organizacional é clara: em vez de tratar cada jogo como uma ilha, a Ubisoft opta por uma governança de marca que funciona como um sistema nervoso central, coordenando recursos, dados e prioridades para manter coesão entre produtos diferentes.
Do ponto de vista de infraestrutura, a mudança representa um movimento para reduzir redundâncias e aumentar a previsibilidade — alinhando a arquitetura produtiva à responsabilidade econômica de um franchise que sustenta investimentos elevados e expectativas globais. Para os jogadores e para o mercado europeu, a reestruturação sinaliza um compromisso com qualidade consistente e visão de longo prazo, em um momento em que os fluxos de dados entre estúdios e as práticas de produção determinam a velocidade de inovação.
Em suma, a Ubisoft está reorganizando o sistema de direção de Assassin’s Creed como quem reconfigura uma rede: reforçando nós críticos, padronizando protocolos e criando camadas de inteligência para garantir que a franquia mantenha relevância e eficiência operacional nos próximos anos.






















