O Ministério da Universidade e da Pesquisa formalizou o decreto que institui o Plano Trienal da Pesquisa e cria um novo Fundo para a Programação, destinado a reduzir a histórica fragmentação dos financiamentos científicos na Itália. A iniciativa estrutura as principais linhas de despesa em um único instrumento financeiro, com o objetivo de aumentar a transparência, dar previsibilidade orçamentária e permitir uma visão operacional de médio e longo prazo.
Na prática, a reforma concentra recursos que antes eram dispersos, buscando garantir tanto a continuidade da pesquisa básica quanto o fortalecimento da pesquisa aplicada. Outro foco explícito do decreto é a manutenção e o aperfeiçoamento das grandes infraestruturas de pesquisa nacionais — laboratórios, observatórios e plataformas tecnológicas que funcionam como os alicerces físicos do ecossistema científico do país.
Para a engenharia institucional, trata‑se de passar de um mosaico de iniciativas temporárias a um sistema orçamentário mais coerente que permita planejar investimentos e operações com menor volatilidade. Em termos de arquitetura de sistemas, é a consolidação de várias linhas de financiamento em uma única camada de gestão, facilitando o fluxo de dados financeiro e a avaliação de impacto.
O presidente do Istituto Nazionale di Geofisica e Vulcanologia (INGV), Fabio Florindo, saudou o decreto como um avanço relevante. Em sua declaração oficial, Florindo destacou que a medida representa um sinal claro do comprometimento renovado do país com um setor estratégico para desenvolvimento e competitividade.
Trecho da declaração de Fabio Florindo:
“A criação do novo Fundo para a Programação da Pesquisa, fortemente desejada pelo MUR e pela Ministra Bernini, representa um sinal claro do renovado compromisso do país com um setor estratégico para o desenvolvimento e a competitividade da Itália. Após anos em que a pesquisa sofreu descontinuidade e fragmentação, a introdução de uma programação trienal certa e de um fundo único contribui para garantir maior estabilidade, transparência e visão de longo prazo.
A opção por reunir em um único instrumento as principais linhas de financiamento ministeriais reforça a eficácia das intervenções, apoiando de forma estruturada tanto a pesquisa básica quanto a aplicada, além da gestão e consolidação das grandes infraestruturas de pesquisa nacionais. O INGV acolhe com apreço essa reforma e reafirma o valor estratégico das Ciências da Terra para o nosso país: um domínio que, através da excelência científica, da transferência tecnológica e dos benefícios ao sistema produtivo, contribui de maneira concreta para a segurança, o bem‑estar dos cidadãos e a competitividade internacional da Itália”.
Do ponto de vista analítico, a novidade reduz a assimetria entre planejamento científico e execução financeira, aproximando a pasta de uma governança baseada na certeza de recursos. Isso afeta diretamente a capacidade das instituições de longo prazo — centros de pesquisa e infraestruturas — de desenhar programas plurianuais, contratar pessoal qualificado e manter equipamentos críticos, que funcionam como o “sistema nervoso” da investigação aplicada no território.
Em suma, o decreto do MUR e o novo Fundo para a Programação estabelecem uma base institucional mais sólida para a política científica italiana, com impacto esperado na competitividade internacional e na resiliência das infraestruturas de pesquisa.






















