Por Chiara Lombardi — Depois da audição das canções e da divulgação da TOP5 da primeira noite, o Festival de Sanremo 2026 acendeu-se como um palco onde não só a música, mas as expectativas e as apostas desenham o roteiro do público. Segundo os especialistas da Sisal, o duo Fedez-Masini assumiu a dianteira nas probabilidades de vitória, cotado a 2,75, ultrapassando a cantora pugliese Serena Brancale, agora oferecida a 3,25.
Esse movimento nas odds reflete um fenômeno que vai além do simples favoritismo: é um termômetro do eco cultural que uma performance ou uma canção conseguem provocar. Como quem lê entre as linhas de um roteiro cinematográfico, percebemos que a plateia — e os mercados — estão reagindo a sinais que falam ao imaginário coletivo.
Entre os adversários cotados para rivalizar pela vitória, brilha novamente Arisa, que sobe na tabela para 6,00, recuperando seu lugar graças ao apelo narrativo de sua “magica favola”. Não muito atrás, nomes como Sal da Vinci, Ditonellapiaga e Fulminacci surgem como possíveis viradores de cena. Depois do alento de “Rossetto e caffè”, Sal da Vinci aparece com sua “Per sempre si” e é oferecido a 9,00, posicionando-se como uma provável trilha sonora do sentimento popular em 2026.
Ditonellapiaga, cotada a 12,00, ganhou fôlego ao entrar na TOP5 inicial e pode dominar a narrativa desta edição, enquanto Tommaso Paradiso perde protagonismo entre os favoritos e agora vê sua vitória ser paga a 16,00. Já Fulminacci desponta como o verdadeiro underdog desta edição: o jovem cantautor romano aparece com odds a 20,00, um sinal de que, embora seja visto como improvável vencedor pelos mercados, pode surpreender — exatamente como a tradição de Sanremo costuma reservar reviravoltas.
Este movimento nas cotações não é apenas números: é um mapa simbólico do que a audiência abraça ou rejeita. Sanremo, afinal, funciona como um espelho do nosso tempo — um cenário de transformação em que canções transformam memórias, identidades e discursos em pequenas ondas de influência cultural. Ver Fedez e Masini à frente nas apostas é também observar uma mudança de foco, uma nova leitura do que a plateia valoriza nesta temporada.
Enquanto as noites do festival avançam, as probabilidades devem continuar a oscilar, alimentadas por performances ao vivo, críticas e aquele indescritível sentimento coletivo que só um palco como Sanremo consegue produzir. Se a vitória seguirá os números ou se será escrita no improviso de uma interpretação inesquecível, isso é parte do suspense que mantém vivo o encanto do festival.




















