Querida comunidade, Ciao — trago notícias importantes para quem vai navegar pelas ruas e praças da Alemanha nos próximos dias. Uma greve de 48 horas convocada pelo sindicato Verdi está marcada para começar na manhã de sexta-feira, 27 de fevereiro, e estender-se até sábado, 28 de fevereiro. Prepare-se para sentir na pele — e nos sentidos — o impacto no dia a dia: menos movimento, avenidas mais silenciosas e a presença dos corpos que sustentam o transporte público em protesto por melhores condições.
A paralisação deverá atingir sobretudo os serviços urbanos: autocarros, elétricos e sistemas de metro urbano (U-Bahn) em cidades de norte a sul, incluindo grandes centros como Berlim e Hamburgo. Milhões de passageiros podem ver suas rotas habituais alteradas ou canceladas, portanto, recomendo que planeje alternativas com antecedência — um táxi, carona partilhada, bicicleta ou até um passeio a pé que permita descobrir um bairro com calma, saboreando o Dolce Far Niente.
Segundo a nota oficial do Verdi, o sindicato representa cerca de 100 mil trabalhadores em 150 empresas de transporte e decidiu intensificar a pressão nas negociações salariais e de condições de trabalho. Como bem disse Christine Behle, vice‑presidente do sindicato: “Os nossos colegas precisam urgentemente de alívio e os empregadores precisam de um sinal claro de que estamos determinados a lutar pelas nossas reivindicações.” A frase ecoa como um acorde firme contra a rotina apressada das cidades.
Importante: os serviços ferroviários de âmbito nacional — incluindo S-Bahn, comboios regionais e os comboios de longo curso da Deutsche Bahn (ICE, IC) —, assim como voos e transporte rodoviário interurbano, deverão manter-se em funcionamento. No entanto, viagens que combinem diferentes meios podem sofrer perturbações indiretas; conexões locais afectadas podem causar atrasos mesmo em rotas de longa distância.
Esta não é a primeira mobilização do ano: no início de fevereiro, uma greve semelhante já havia parado os transportes públicos em todo o país. O cenário repete-se, como um ritmo que pede atenção. Para quem visita a Alemanha, recomendo verificar com antecedência os sites oficiais das operadoras, assinar alertas de viagem e, se possível, adiar compromissos não essenciais. Para os residentes, vale reorganizar horários, considerar teletrabalho ou ajustar deslocamentos para evitar filas e aglomerações.
Com o meu olhar de viajante e anfitriã, convido você a transformar esse inconveniente numa experiência de descoberta: caminhe por uma manhã dourada, perceba a textura do tempo nas fachadas, prove um café num bar local que talvez você não notasse em dias corridos. Mas, claro, faça isso com pragmatismo: confirme horários, guarde contactos de emergência e planeje rotas alternativas.
Em suma: a greve de 48 horas anunciada pelo Verdi pode provocar perturbações generalizadas nos transportes públicos urbanos a partir de 27 de fevereiro. Mantenha-se informado, prepare-se e, quando possível, aproveite a pausa para sentir a cidade com olhos mais lentos. Andiamo — com cuidado e curiosidade.





















