Roma, 20 de fevereiro de 2026 — No histórico Palazzo Wedekind realizou-se hoje o encontro promovido pelo Libero Quotidiano sob o título “A segurança hoje. Instituições, empresas e novos cenários”. O evento reuniu representantes das instituições públicas e do setor produtivo para um debate estratégico sobre os desafios que moldam a segurança nacional, entre tensões geopolíticas, avanços tecnológicos e imperativos econômicos. O foco central foi a necessidade de uma abordagem integrada para a segurança — uma calibragem fina entre políticas públicas e capacidade privada que protege e acelera o motor da economia.
O diretor do Libero Quotidiano, Mario Sechi, conduziu a entrevista com o subsecretário de Estado à Presidência do Conselho, Alfredo Mantovano. Mantovano apontou para um quadro internacional complexo: “As desafios geopolíticos de hoje são múltiplos e intricados. Por longos anos o Ocidente e a Europa deram menos atenção do que deviam ao aumento dos fluxos comerciais com países extra-UE que nem sempre são alinhados aos nossos valores e interesses. Pagamos o custo dessas escolhas.”
O subsecretário destacou que a maior prova para a comunidade ocidental é preservar a sua unidade, fragilizada pelo conflito na Ucrânia, e que o Governo trabalha para manter um equilíbrio numa arena internacional marcada por tensões e conflitos. Mantovano sublinhou também a importância da reforma do sistema de justiça e disse que as declarações do Presidente Mattarella devem ser interpretadas como orientações a serem aplicadas, não como meras reflexões. A poucos dias do referendo, Mantovano recomendou um clima de confronto civilizado e focado no mérito das propostas.
Na mesa-redonda “Segurança integrada e papel das empresas”, coordenada por Mario Sechi, Pietro Labriola, CEO e Diretor-Geral da TIM, fez uma leitura pragmática: “A segurança diz respeito a todos. Vivemos em uma era de maior velocidade e interconexão — o digital evolui rapidamente e impõe a pergunta: as ferramentas que usamos diariamente atendem a padrões de segurança compatíveis com esse novo ritmo?”. Labriola enfatizou que empresas e Estado precisam de sinergia para proteger infraestruturas críticas e dados sensíveis, construindo resiliência sem frear a inovação.
O debate percorreu temas técnicos e estratégicos: risco de dependências externas em cadeias de suprimento, proteção de infraestrutura digital, investimento em capital humano especializado e modelos de cooperação público-privada para partilha de informação e resposta rápida a crises. O tom foi de urgência pragmática — não retórica — com propostas voltadas à implementação de mecanismos de governança que garantam tanto a soberania tecnológica quanto a competitividade internacional.
Enquanto especialista em políticas econômicas e estratégias corporativas, afirmo que a cooperação público-privado é hoje o eixo de sustentação para a segurança nacional e econômica. É preciso afinar políticas como se calibrasse um motor de alta performance: combinar incentivos, regulação e investimento em tecnologia para garantir aceleração sem sobreaquecimento. Em suma, o encontro em Palazzo Wedekind reforçou que a segurança contemporânea não é apenas um tema de defesa, mas um design de políticas que integra economia, tecnologia e instituições.
Os participantes concordaram que o caminho à frente exige decisões técnicas, disciplina orçamentária e um diálogo contínuo entre os mundos público e privado — uma verdadeira engenharia de políticas que preserve a liberdade e a prosperidade do país.






















