Roma. Uma investigação criminal revelou um esquema de furto organizado no ponto de venda Coin localizado dentro da Estação Roma Termini, com entrada pela via Giolitti. Ao todo, 44 pessoas estão sendo investigadas por furto agravado, entre as quais 21 integrantes das forças de segurança — entre carabinieri e policiais — segundo apuração das autoridades.
A promotoria abriu procedimentos após detectar um rombo equivalente a mais de 10% do faturamento da loja. A diferença no caixa totalizou cerca de 184 mil euros, valor que motivou a contratação de uma empresa privada de investigação. Foi justamente a análise das imagens das telecâmeras dessa empresa que levou à identificação dos suspeitos e aos elementos que embasam a investigação.
Segundo o inquérito, o desvio envolvia a retirada de etiquetas antirroubo e a ocultação de mercadorias. Uma funcionária do próprio estabelecimento — descrita como caixa — é apontada como responsável por remover alarmes e guardar produtos em um armário reservado. Entre os itens apreendidos ou identificados como furtados estão jaquetas, chapéus, bolsas, peças de vestuário íntimo, perfumes e outros acessórios.
Além de empregados do grande armazém, também figuram entre os investigados trabalhadores de lojas adjacentes na área comercial da estação. As investigações indicam uma articulação que permitia a circulação de mercadorias sem registro nos procedimentos de venda e saída.
Do total de investigados ligados às forças de segurança, as autoridades citam nominalmente cargos e funções: um primeiro dirigente da Polfer (polícia ferroviária), dois comissários, um inspetor, um assistente-chefe, um vice-sovrintendente, um assistente-chefe coordenador, um sovrintendente-chefe e um agente. Entre os 12 membros da Arma, constam um brigadiere, vários vice-brigadieres e appuntados em serviço na estação. Fontes da investigação informam que esses agentes já foram transferidos de suas funções de atuação no local enquanto o inquérito corre.
A operação foi fruto do cruzamento de imagens de vídeo, registros internos de estoque e análise contábil que evidenciou o percentual anômalo de vendas. As autoridades investigativas trabalham agora para determinar o grau de conivência entre os envolvidos, identificar a cadeia de entrega das mercadorias e quantificar precisamente o prejuízo patrimonial decorrente dos delitos.
Do ponto de vista processual, os investigados responderão por furto agravado nas hipóteses em que for comprovada a ação organizada e o abuso de posição, além de possíveis infrações administrativas e disciplinares para os servidores públicos. A promotoria e a Polícia Judiciária aguardam laudos periciais e o exame complementar das imagens para consolidar a acusação.
Reportagem com apuração in loco e cruzamento de fontes: a realidade traduzida dos fatos mostra um impacto econômico direto sobre o comércio na área mais movimentada da estação, e coloca em destaque a necessidade de reforço nos controles internos e na supervisão de agentes quando estão em serviço em pontos sensíveis como hubs ferroviários.






















