Por Giulliano Martini — A empresa hospitalar dos Colli divulgou comunicado oficial em que desmente categoricamente as declarações do advogado Francesco Petruzzi sobre a documentação clínica relativa ao caso do menino Domenico.
Na nota, a instituição afirma que o alegado vácuo na documentação — em especial o chamado diário de perfusão, isto é, o traçado de circulação extracorpórea que documentaria o momento exato em que o coração teria sido retirado — já integra a composição do prontuário clínico.
O comunicado detalha a sequência cronológica dos fatos documentais: o anexo contendo o traçado de circulação extracorpórea foi formalmente adquirido pela autoridade judiciária em 20 de janeiro de 2026 e, posteriormente, entregue à família em 19 de fevereiro de 2026. Os Carabinieri del NAS, em nova verificação, recolheram o mesmo traçado em 23 de fevereiro de 2026, registrando expressamente que ele já constava no prontuário médico fornecido.
Em termos práticos e processuais, a empresa ressalta que o documento não se trata de um arquivo ‘avulso’ ou de uma cartellina separada, mas sim de um anexo integrante do prontuário clínico, formalmente disponibilizado às partes competentes e à família nos prazos indicados.
Trata-se de uma informação técnica e documental central para o desenvolvimento das investigações: o diário de perfusão contém registros cronológicos do suporte circulatório extracorpóreo — dados que podem ser cruciais para reconstruir a sequência de intervenções e os tempos clínicos relevantes para o caso. A confirmação da presença desse anexo no prontuário tem impacto direto sobre as alegações públicas que motivaram a nota da defesa.
Como repórter com atuação prolongada na Itália e foco no rigor dos fatos, registro que a divergência entre a versão do advogado e a posição da estrutura hospitalar aciona etapas técnicas e processuais previsíveis: conferência de cadeia de custódia dos documentos, confronto entre cópias entregues às partes e verificação por peritos independentes, quando requisitados pelo juiz. O comunicado dos Colli indica que, em termos de documentação, esse primeiro passo já foi cumprido.
Pedidos de esclarecimento adicionais, tanto por parte da família quanto de seus representantes legais, poderão ser respondidos mediante acesso formal aos autos, que permanecem sob a tutela da autoridade judicial competente. Até que haja manifestação contrária da magistratura ou laudo pericial que apresente elementos novos, os registros apontados pela direção hospitalar permanecem como evidência de que o diário de perfusão integra o conjunto documental entregue.
Apuração in loco, cruzamento de fontes e atenção à cadeia documental seguem sendo essenciais para clarificar os fatos em torno do episódio. A Espresso Italia acompanhará os desdobramentos processuais e comunicará qualquer atualização oficial.






















