Marco Masini falou com franqueza sobre aspectos pessoais e episódios decisivos de sua vida artística em entrevista reapresentada pela imprensa. Entre as revelações, o cantor confirmou que usa cabelo artificial de procedência japonesa e afirmou que sabe quem tentou manchar sua imagem dizendo que ele trazia sfortuna.
As declarações ocorreram em sequência à conferência de imprensa do Festival de Sanremo, onde Masini compete entre os Big ao lado de nomes como Fedez. A coletiva também teve momentos de comentário público: Carlo Conti chegou a dizer, em tom irônico, que a presidente do Conselho poderia ir ao Teatro Ariston “se comprasse o ingresso” — provocação que virou pauta entre jornalistas. A própria líder política respondeu, minimizando as polêmicas: “É FantaSanremo, eu faccio il mio lavoro”; na programação, prevê‑se a presença de Lollobrigida na quarta‑feira.
Na entrevista, Masini descreve hábitos e laços que o ancoram fora do palco. Relembrou as reuniões de verão em Castiglioncello, os chamados “schiacciata party” que reúne um círculo de amigos íntimos — entre eles Conti, Giorgio Panariello e Leonardo Pieraccioni — onde, segundo o cantor, se come focaccia com os dedos enquanto se fala de futebol e de negócios improváveis. “Io sono il più scatenato del gruppo”, disse em tom autocrítico bem humorado, apontando a cumplicidade e o papel de cada amigo na dinâmica do quarteto.
Sobre sua trajetória emocional, Masini não omitiu episódios dolorosos. Definiu como “o maior erro da minha vida” o tapa que deu em seu pai, Giancarlo, quando tinha 18 anos, momento que ainda guarda com remorso. “Lui rimase immobile, incredulo. Non mi punì nemmeno e fu quasi peggio”, relatou, destacando a ambivalência dos laços familiares que também inspiraram músicas como “Caro Babbo”.
Outro capítulo de forte impacto pessoal foi recordado: Masini tocou na noite em que sua mãe, Annamaria, faleceu. O cantor admite que tocar naquela mesma noite é uma ferida ainda presente, uma escolha profissional que o marcou para sempre.
Em todo o depoimento, a linha editorial foi de apuração e cruzamento de elementos: o artista confirmou fatos que já circulavam na biografia pública, mas acrescentou nuances e episódios inéditos em entrevistas anteriores. Sobre as acusações de trazer sfortuna, Masini afirmou ter identificado quem espalhou a narrativa — sem, no entanto, transformar a declaração em litígio público durante a conversa.
O tom final é de alguém que prefere a clareza: menos teatralidade, mais trabalho. “A musica è il mio lavoro”, disse, lembrando que, apesar das controvérsias e de feridas pessoais, seu compromisso com o palco e com o público permanece inabalável.
Apuração: entrevista original de Giovanna Cavalli (2023), republicada. Texto assinado segundo o padrão da reportagem direta: checagem de fontes, confronto de lembranças e respeito aos fatos brutos sem especulações.






















