Por Giulliano Martini — Apuração com moradores e cruzamento de fontes locais revelam uma história incomum em um pequeno borgo da província de Grosseto. Um pavão branco de plumagem rara tornou-se figura constante nas ruas e nos telhados de Monticello Amiata. O animal, conhecido pelos habitantes como Gastone ou Nino, vive no povoado há cerca de três anos e permanece ativo ao longo do dia — e, conforme relatos, fica fora também à noite.
Um vídeo amplamente difundido nas redes sociais, publicado pela página Sportello a 4 zampe – Provincia di Perugia, mostra o pavão em interação próxima com um filhote de gato enquanto compartilha a refeição oferecida por moradores. Nas imagens, o comportamento do ave é cauteloso, mas assertivo: aproxima-se dos outros animais para reivindicar sua parte do alimento e, como gesto de agradecimento, frequentemente exibe a cauda em leque, a chamada “ruota”.
Moradores confirmam que o animal foi visto pela primeira vez em Santa Fiora, a aproximadamente 26 quilômetros de distância, antes de se estabelecer em Monticello. As circunstâncias de sua mudança não foram esclarecidas pelos habitantes ou por fontes locais: ninguém assumiu a propriedade do pássaro nem apresentou documentação que explique sua origem recente.
Uma dúvida recorrente referiu-se à natureza da coloração: não se trata necessariamente de um albino. Especialistas consultados por moradores ouvidos na apuração apontam que o quadro mais provável é o de leucismo, uma condição genética que reduz a pigmentação das penas, deixando-as brancas ou pálidas enquanto preserva a cor natural dos olhos. Esse detalhe explica por que o pássaro exibe plumagem totalmente clara sem, contudo, apresentar olhos avermelhados, típicos do albinismo verdadeiro.
Além da peculiaridade física, chama atenção a relação do animal com a população local. Os monticellesi — termo que identifica os habitantes do borgo — alimentam o pássaro regularmente. Em retribuição, Gastone assumiu um papel quase simbólico: é descrito como uma espécie de mascote comunitária. Testemunhos recolhidos indicam tentativas frustradas de capturá-lo para levá-lo a um refúgio ou a especialistas, mas o pássaro sempre escapou, mantendo uma rotina de liberdade.
Há também curiosidade sobre a procedência geográfica da espécie. Em estado selvagem, a maioria dos pavões com plumagem semelhante é oriunda da Índia ou de áreas controladas em zoológicos; quando vistos livres na Europa, em regra, são provenientes de criações particulares, coleções privadas ou fugas acidentais. No caso de Gastone, essa trajetória não foi documentada, motivo pelo qual a comunidade e os canais locais permanecem em observação.
O episódio é um pequeno raio-x da vida cotidiana em um borgo italiano: um animal fora do padrão habitual integra-se à rotina humana e converte-se em ponto focal de narrativas locais. Sem sensacionalismo, a apuração registra os fatos brutos: um pavão branco, identificado como Gastone/Nino, vive livre em Monticello Amiata há três anos, veio de Santa Fiora, convive com pessoas e gatos, possivelmente apresenta leucismo e resiste às tentativas de captura. As imagens e os relatos públicos servem hoje como principal banco de informação até que novas evidências — por exemplo, uma identificação veterinária oficial — sejam disponibilizadas.
Data da informação: 23 de fevereiro de 2026. Este serviço será atualizado caso surjam documentos ou laudos que esclareçam a origem ou o estado de saúde do animal.

















