Por Otávio Marchesini — A seleção italiana de rúgbi reencontra Ange Capuozzo para um dos confrontos mais decisivos do Sei Nazioni: França-Italia, domingo, 22 de fevereiro de 2026, em Lille, com pontapé inicial previsto para as 16:10.
O retorno de Capuozzo, ausente por cerca de dois meses devido a uma fratura na mão, não é apenas um fato médico: é um sinal da capacidade de renovação e resistência de uma formação italiana que busca traduzir investimentos em formação e visibilidade internacional em competitividade real. O técnico Gonzalo Quesada manteve a base que venceu a Escócia na rodada anterior, alterando apenas o ponta: Ange no lugar de Pani. A escolha indica confiança no equilíbrio tático do XV azzurro, que combina controle de campo e apetite por transições rápidas.
Do outro lado, a França chega em alta. Os Bleus somaram vitórias contundentes contra Irlanda (36-14) e País de Gales (54-12), exibindo profundidade técnica e uma rotação de jovens que tem prosperado no Top 14. Quesada resumiu o desafio sem rodeios: a França “não tem pontos fracos” e é capaz de se movimentar de maneiras variadas — logo, a prioridade italiana será não permitir que os anfitriões joguem com liberdade e confiança.
As palavras do selecionador francês Fabien Galthié merecem registro pela dimensão simbólica: ele classificou o progresso italiano como uma “história de sucesso” no desenvolvimento do rúgbi mundial. Esse tipo de reconhecimento institucional, vindo de um rival de peso, confirma que a partida em Lille ocupa um lugar que vai além de uma simples rodada: é um termômetro da evolução do esporte na península e de suas implicações regionais e culturais.
Para o público, a boa notícia é a facilidade de acesso: França-Italia, terceira partida do Sei Nazioni 2026, será transmitida em sinal aberto pela TV8 e também estará disponível na plataforma Sky Sport Uno, além dos serviços de streaming Sky Go e Now. Essa combinação de canais pagos e gratuitos tende a ampliar audiência e a intensificar o debate público sobre o estado do rúgbi italiano.
Mais do que escalações e transmissões, o jogo em Lille coloca em cena narrativas maiores: a persistência de uma federação em construir competência, a resposta de uma geração que cresceu vendo o rúgbi profissionalizar-se na Europa, e a maneira como as grandes potências reagem a essa nova concorrência. A partida será, portanto, um capítulo relevante para entender onde o rúgbi europeu se encontra em 2026 — e como a Itália se reposiciona nesse mapa.
Informações rápidas: data — 22/02/2026; horário — 16:10 CET; local — Lille; transmissões — TV8 (aberto), Sky Sport Uno, Sky Go e Now (streaming).
© Espresso Italia — Otávio Marchesini, repórter de Esportes. Análise e contexto sobre futebol, automobilismo, ciclismo e esportes olímpicos com olhar histórico e social.






















