Cagliari e Lazio empataram em 0-0 em uma partida que reproduziu, ao longo dos 97 minutos cronometrados na Unipol Domus, o equilíbrio e as limitações que ambas as equipes vêm demonstrando: um confronto mais profundo nas transições para os da casa e maior presença ofensiva dos visitantes na etapa final. A equipe de Pisacane mostrou-se mais eficiente nas saídas rápidas no primeiro tempo, enquanto a Lazio foi mais vibrante nos segundos 45 minutos.
A primeira oportunidade clara veio aos 14 minutos, quando o escanteio cobrado por Esposito encontrou a cabeça de Ze Pedro, que acertou o poste externo. O Cagliari manteve o volume e, dez minutos depois, um cruzamento de Oberta quase premiou a infiltração de Adopo, cujo contato saiu torto para fora. Ainda no primeiro tempo, aos 37, Esposito recebeu em condição favorável dentro da área, mas finalizou rente ao lado.
O primeiro tempo terminou com um problema muscular de Mazzitelli, substituído por Idrissi. Na volta do intervalo, a Lazio tentou empurrar o jogo: foi Taylor quem testou os reflexos de Caprile com um chute de fora da área. Do outro lado, a troca forçada de Rovella por questões físicas deu lugar a Cataldi, que mais tarde quase decidiu com um arremate no último minuto de acréscimo.
O lance mais controverso da partida surgiu aos 69 minutos, quando o Cagliari acreditou ter marcado com Palestra, porém o gol foi anulado por posição de impedimento após conferência silenciosa do VAR. A definição do árbitro manteve a igualdade no placar, reflexo de um duelo tenso e bem marcado no meio-campo.
Aos 85 minutos, veio o episódio que mudou a dinâmica: o zagueiro Yerry Mina foi punido com o segundo cartão amarelo após uma falta sobre o recém-entrado Noslin Rapuano, resultando em expulsão. Com um jogador a mais, a Lazio pressionou até o final, mas encontrou um Cagliari recuado e organizado, que priorizou a manutenção do ponto conquistado.
Nos acréscimos, aos 93, Cataldi ainda arrancou um bom chute de longa distância que quase surpreendeu Caprile, encerrando as chances reais de desempate.
O empate traduz uma partida de intensidade contida, marcada por decisões de arbitragem e pequenas margens de erro. Para além do placar, o encontro expôs a exigência de profundidade e soluções táticas que ambos os técnicos ainda buscam: Pisacane por consolidar um bloco defensivo resiliente e a Lazio — sob a batuta de Sarri — por traduzir posse em eficácia ofensiva. O público da Unipol Domus viu, assim, um jogo em que o simbolismo das decisões (VAR, expulsão) falou tão alto quanto as jogadas.
Escalações e notas
CAGLIARI (4-3-3): Caprile 6; Ze Pedro 6.5, Mina 5.5, Dossena 6, Oberta 6.5; Adopo 6.5, Mazzitelli 5.5 (42′ st Idrissi 6), Sulemana 6; Palestra 6.5, Kilicsoy 5.5 (43′ st Zappa sv), Esposito 6 (28′ st Trepy 6). Banco: Sherri, Ciocci, Albarracin, Liteta, Mendy, Pavoletti, Raterink, Rodriguez. Treinador: Pisacane 6.5.
LAZIO (4-3-3): Provedel 6; Marusic 6, Provstgaard 5.5, Romagnoli 6, Pellegrini 5.5 (27′ st Nuno Tavares 6); Belahyane 5.5, Rovella 6 (15′ st Cataldi 6), Taylor 6; Isaksen 5.5 (15′ st Cancellieri 6), Maldini 5.5 (27′ st Ratkov 6), Zaccagni 5.5 (40′ st Noslin 6.5). Banco: Furlanetto, Motta, Dele Bashiru, Dia, Hysaj, Patric, Przyborek. Treinador: Sarri 6.
Árbitro: Rapuano di Rimini 5. Observações: noite sem incidentes meteorológicos, gramado em boas condições. Expulso: Yerry Mina (Cagliari) por segundo amarelo. Cartões: Mina, Ze Pedro, Pellegrini, Provstgaard. Escanteios: 3-6. Acréscimos: 2′ e 5′.






















