AGI — Com comprovada apuração dos fatos e cruzamento de fontes, informo que o pequeno Domenico faleceu na manhã deste sábado, 21 de fevereiro de 2026. A informação consta em nota oficial da Azienda Ospedaliera dei Colli, da qual faz parte o Hospital Monaldi, onde a criança estava internada há cerca de 60 dias e havia sido submetida, em 23 de dezembro de 2025, a um transplante de coração queimado.
A nota da direção hospitalar declara: “Con profondo dolore l’Azienda Ospedaliera dei Colli comunica che questa mattina… il piccolo paziente sottoposto a trapianto in data 23 dicembre 2025 è deceduto a seguito di un improvviso e irreversibile peggioramento delle condizioni cliniche.” A Direção estratégica expressou condolências e informou que todos os profissionais se unem à família neste momento de imenso sofrimento.
Em contato direto com a imprensa, a mãe, Patrizia Mercolino, afirmou: “Domenico se n’è andato, è diventato un angioletto. Io farò in modo che non sia dimenticato” e reivindicou: “Farò giustizia — io chiedo verità”. Questionada sobre a fonte de força para continuar, respondeu que a força vem justamente do filho que perdeu.
Em rede social, a primeira‑ministra Giorgia Meloni disse que “l’Italia intera si stringe nel dolore” e assegurou que as autoridades competentes “faranno piena luce su questa terribile vicenda”. A declaração oficial do governo reforça que será investigada a sequência de cuidados que antecederam o desfecho.
Fontes médicas explicaram que o atendimento de Domenico seguia a pianificazione condivisa delle cure, instituto legal introduzido em 2017 que orienta decisões clínicas em casos de patologias crônicas e de evolução irreversível. Segundo o advogado que acompanha o caso e profissionais do hospital, trata‑se de mecanismo para evitar o accanimento terapeutico, não de prática de eutanasia. O objetivo formal é deslocar o enfoque terapêutico da tentativa de cura para o alívio do sofrimento quando persistem prognósticos de caráter terminal.
Representantes do hospital esclareceram que, com os pais, foi pactuada a proteção do paciente diante da incapacidade de manifestar consentimento: o menino estava sedado, conectado a aparelhos e apresentava uma grave insuficiência multiorgânica. “Il bambino non soffre. È sedato, è come fare un’anestesia generale”, disse um dos responsáveis clínicos, garantindo que as dores estavam sendo controladas. A manutenção do suporte por ECMO foi confirmada como essencial, ainda que associada a complicações progressivas após muitos dias de uso.
Do ponto de vista técnico, a situação descrita alinha‑se ao quadro de falência multisistêmica em paciente pediátrico submetido a terapêutica extrema. As declarações oficiais e o relato da família serão objeto de acompanhamento institucional e, conforme o governo indicou, de apuração por autoridades competentes.
Como repórter em plena apuração, registro que a família pede verdade e que há expectativa pública por esclarecimentos sobre a cronologia clínica, as decisões de tratamento e os efeitos dos dispositivos de suporte que foram empregados desde o transplante em dezembro de 2025. Eventuais novos comunicados do hospital ou desdobramentos de investigação serão reportados com o mesmo critério de rigor e cruzamento de fontes.
Giulliano Martini — correspondente e repórter de investigação para Espresso Italia. Apuração in loco e cruzamento de fontes para entregar fatos brutos sem ruído.






















