Por Alessandro Vittorio Romano — A curva da temporada gripal 2025-2026 na Itália segue seu lento declive, como a paisagem que se acalma após uma tempestade. Segundo o último boletim da vigilância RespiVirNet do Istituto Superiore di Sanità, na semana de 9 a 15 de fevereiro a incidência total de infecções respiratórias agudas na comunidade foi de 8,6 casos por 1.000 assistidos, em queda frente aos 9,7 registrados na semana anterior.
Nos últimos sete dias monitorados foram estimados cerca de 472 mil novos casos, elevando para aproximadamente 11,4 milhões o total de pessoas atingidas desde o início da vigilância da temporada. É como se o país registrasse, na respiração coletiva, um alívio gradual — ainda que a colheita de impactos continue.
A faixa etária mais afetada permanece sendo a das crianças pequenas: entre 0 e 4 anos a incidência alcançou cerca de 33 casos por 1.000 assistidos, uma redução em comparação com os 38 da semana precedente. Em termos de intensidade regional, o boletim aponta nível basal no Vêneto, na província autônoma de Trento, em Molise e na Sardenha, muito alta na Basilicata e baixa nas demais regiões e províncias autônomas.
No cruzamento entre comunidade e hospitais, os dados da semana 7 de 2026 mostram taxa de positividade para influenza de 5,8% na comunidade e 6,3% no fluxo hospitalar. Entre os vírus respiratórios circulantes, os maiores índices de positividade foram registrados para o vírus respiratório sincicial (VRS), Rhinovirus e Metapneumovirus. No ambiente hospitalar, além desses, também se destacou a presença de outros coronavírus distintos do SARS-CoV-2.
Quanto aos vírus influenza, a caracterização revela uma distribuição semelhante entre os subtipos A(H3N2) e A(H1N1)pdm09, tanto na comunidade quanto nas amostras hospitalares. Importante: até o momento nenhum exame apontou para influenza tipo A “não subtipável” que pudesse sugerir circulação de cepas aviárias.
Observando o panorama dos atendimentos, a vigilância das entradas em pronto-socorro e dos internamentos por síndromes respiratórias indica redução em comparação ao mesmo período da temporada anterior. A vigilância das formas graves e complicadas de influenza também mostra queda; entre os casos graves o subtipo mais prevalente é o A(H1N1)pdm09. O boletim ressalta que a maioria das pessoas acometidas por formas graves não estava vacinada — um lembrete sereno sobre as raízes do bem-estar: cultivar proteção antes da tempestade evita perdas maiores.
Enquanto a estação se afina, é essencial manter medidas sensatas — vacinação quando indicada, cuidados de higiene respiratória e atenção especial às crianças pequenas e aos grupos de risco. A respiração da cidade muda com as estações; acompanhar esses ritmos, com cuidado e prudência, é cuidar da própria colheita de saúde.






















