O relógio voltou a andar para o HCB Bolzano. No fim de semana a equipe retoma a competição e entra em um bloco decisivo: cinco partidas da IceHL a serem disputadas em dez dias, cada uma com peso específico para a definição da classificação. Os Foxes ocupam o 4º lugar com 80 pontos — a vaga nos playoff já está assegurada —, mas o objetivo é claro: subir na tabela e ganhar um lugar entre os três primeiros, o tão cobiçado Top 3, que pode definir um caminho mais favorável na pós-temporada.
À frente do Bolzano está o Salisburgo, com 84 pontos e um jogo a mais. Mais acima, a chapa de ferro do campeonato é o Graz, segundo colocado com 90 pontos. A diferença para o terceiro é curta: quatro pontos que tornam a perseguição plausível, embora não permitam deslizes. O calendário, no entanto, não facilita: logo na sexta-feira, na Sparkasse Arena, chega a verdadeira prova de fogo — o confronto contra o Graz, seguido 24 horas depois por outro compromisso caseiro, contra o Fehervar. Um clássico back-to-back que exigirá resistência física e coerência tática, especialmente depois da pausa das Olimpíadas.
Detalhando a sequência: sexta contra Graz, sábado frente ao Fehervar, quarta-feira 25 em Liubliana contra o Olimpija — adversário direto na luta pelo 4º lugar —, novo teste em casa na sexta 27 contra a líder Klagenfurt, e encerramento no domingo 1º de março na pista do Vorarlberg, equipe sem objetivos na tabela. Cinco partidas, 15 pontos em disputa e um itinerário que confronta o Bolzano com três das melhores estruturas do campeonato. Para um clube que evoca uma tradição regional forte como o HCB Bolzano, essas partidas servem não apenas para selar uma posição, mas para demonstrar consistência e maturidade esportiva.
No plano humano, a competição internacional teve consequências imediatas. Após a derrota por 3 a 0 para a Suíça, a campanha da Itália nas Olimpíadas de Milano-Cortina chegou ao fim. Os jogadores do Bolzano que integraram o Blue Team — Vallini, Seed, Di Perna, Gazley, Frigo, Mantenuto e Digiacinto — retornam à base em Bolzano e estarão potencialmente à disposição para o duelo com o Graz. Há, porém, uma nota de apreensão: no embate contra a Suíça, o atacante Bradley sofreu uma lesão. A extensão do problema não foi totalmente detalhada pela federação, e a sua disponibilidade nos próximos compromissos permanece incerta.
Do ponto de vista tático e organizacional, estas semanas finais da regular season funcionam como um microcosmo do que é o esporte de alto nível: logística afiada, gestão de minutos dos jogadores, controle de lesões e preparação psicológica. O HCB Bolzano terá de administrar o retorno dos atletas vindos da seleção, calibrar a condição física após a pausa e, ao mesmo tempo, enfrentar adversários diretos numa sequência de alto grau de dificuldade. A capacidade do clube em transformar este momento numa demonstração de profundidade de elenco e coerência coletiva dirá muito sobre suas chances reais nos playoff.
Em suma, o destino do Bolzano nas próximas duas semanas é uma espécie de prova identitária: confirmar uma tradição competitiva que dialoga com a história esportiva da cidade e despertar a convicção necessária para encarar a pós-temporada com vantagem. O caminho passa por resultados imediatos, mas também pela leitura estratégica de cada jogo — e pela condição física de peças-chave como Bradley.






















