Apuração in loco e cruzamento de fontes confirmam: o Ministério da Cultura abriu um processo institucional para recuperar o histórico Teatro Sannazaro, atingido por incêndio na véspera. Hoje, em Via Chiaia, o ministro Alessandro Giuli realizou uma inspeção externa ao prédio acompanhado por autoridades locais e pelos responsáveis do teatro.
Na sequência do sopralluogo, o ministro dirigiu-se à prefettura de Napoli para uma reunião técnica sobre as intervenções necessárias. Com ele estiveram o prefetto Michele di Bari, o comandante provincial dos vigili del fuoco Giuseppe Paduano e o prefeito Gaetano Manfredi. Também acompanharam a vistoria a proprietária e diretora do teatro, Lara Sansone, e seu marido.
Em declaração a jornalistas após a reunião, Giuli afirmou que “iniciamos a definição de um percurso que, por meio da cooperação com os gestores e proprietários do Teatro Sannazaro, bem como com as instituições locais e nacionais, nos permitirá o mais rápido possível alcançar o objetivo de restaurar e regenerar o teatro”. O ministro acrescentou, com ênfase técnica, que esse processo será conduzido “sem que a programação das atividades do teatro sofra interrupções”.
Fontes da investigação informam que a procura de Napoli abriu um fascículo por incêndio doloso contra pessoas desconhecidas. No entanto, as operações de smassamento e de messa in sicurezza do edifício — abrangendo tanto o teatro quanto os estabelecimentos comerciais e os apartamentos integrados ao mesmo bloco — ainda impossibilitam as inspeções e os rilievi necessários para determinar a origem e o ponto de innesco das chamas.
Relatórios preliminares dos vigili del fuoco, cruzados com imagens e laudos técnicos, indicam que a prioridade imediata é estabilizar a estrutura e garantir a segurança das áreas circundantes. Somente após a conclusão dessas atividades será possível realizar os levantamentos periciais que esclareçam a dinâmica do incêndio e alimentem o procedimento aberto pela procura.
Do ponto de vista administrativo, a atuação conjunta anunciada por Giuli envolve articulação entre o Ministério, a prefettura, o Comune de Napoli e os proprietários privados. O objetivo declarado é montar um cronograma de restauro que acelere as obras de recuperação e minimize o impacto sobre a temporada cultural. Trata-se de um compromisso formalizado em ambiente técnico, com presença de responsáveis operacionais e institucionais.
Esta redação acompanhará o desenrolar das perícias e a evolução das medidas de proteção. Seguem prioridades identificadas pela equipe técnica: estabilização estrutural, avaliação do dano patrimonial, mapeamento dos pontos críticos de risco e elaboração de projeto executivo para o restauro. O fio condutor será a transparência nos atos e a precisão nos relatórios, para que a recuperação do Teatro Sannazaro se dê com segurança jurídica e técnica.
Relatórios oficiais e novos comunicados serão publicados assim que as condições de acesso permitirem os rilievi periciais. Até lá, as investigações prosseguem sob o registro de incêndio doloso e a coordenação entre as instituições permanece ativa.






















