Em uma fala plena de orgulho e olhar estratégico, o presidente do Coni, Luciano Buonfiglio, destacou hoje, em Milão, o desempenho histórico da delegação italiana nos Jogos de Milano-Cortina. O momento ocorreu à margem da assinatura do protocolo entre o Coni e o Conai para a sustentabilidade dos eventos esportivos — um gesto que ilumina a importância de unir excelência esportiva e responsabilidade ambiental.
“Daqui trazemos tudo o que é nosso por mérito. A Itália é um grande país, não de agora, e conseguimos mostrar o que sabemos fazer de melhor”, disse Buonfiglio, lembrando a trajetória do país no quadro de medalhas. “Quatro anos atrás estávamos em 11º lugar; hoje estamos a disputar com Noruega e Estados Unidos. Há muita satisfação.”
O presidente enfatizou que as conquistas não são apenas números: representam a solidez de um sistema e o esforço coletivo. “Estamos vencendo muito e, quando isso acontece, é um prazer vestir o distintivo da equipe vencedora. Isso nos enche de orgulho por representar os italianos e as italianas que nos acompanham.”
Com a voz firme, Buonfiglio usou uma expressão que virou mote: “Nós tínhamos um dever nestas Olimpíadas: ser condannati a vincere — condenados a vencer.” Segundo ele, manter a atenção internacional sobre o esporte italiano exige resultados e modelos a serem seguidos. “Estamos impressionando o mundo em todos os aspectos. Para valorizar isso, eram necessárias muitas vitórias; por isso somos, de certa forma, condenados a vencer, para manter viva a atenção e oferecer um exemplo.”
Sobre a performance individual, o presidente do Coni foi generoso ao elogiar as competidoras e competidores: “As atletas e os atletas italianos merecem as medalhas que estão conquistando. Apesar da pressão, o sistema esportivo da Itália continua funcionando muito bem.”
Questionado pela imprensa sobre a possibilidade de uma tripla medalha de ouro para a patinadora Francesca Lollobrigida, Buonfiglio foi cauteloso e realista. Lembrou que as baterias eliminatórias são provas de altíssima exigência: “Não é como competir na Itália; quem vem aqui quer ganhar. Cada bateria e semifinal exigem o máximo empenho.” No oval de gelo, acrescentou, tudo pode mudar — colisões, atitudes antidesportivas e variáveis de prova tornam o resultado imprevisível.
Enquanto celebramos essas conquistas, é reconfortante ver o esporte italiano conjugando brilho e responsabilidade, iluminando novos caminhos para a sustentabilidade e a ética na competição. Como curadora de progresso da Espresso Italia, enxergo nesse momento um horizonte límpido: semear inovação, cultivar valores e tecer laços que transcendem um pódio. A vitória, quando vem, é fruto de um sistema que cresce coletivo — e isso é o legado que nos inspira a seguir adiante.






















