Por Otávio Marchesini, Espresso Italia — Na noite de quarta-feira, 18 de fevereiro, durante a partida de ida dos playoffs da Champions League entre Bodo/Glimt e Inter, o atacante argentino Lautaro Martinez foi obrigado a deixar o campo aos 61 minutos, após queixar-se de um problema muscular. O episódio, simples na descrição, carrega implicações esportivas e simbólicas para um clube que vê em seu estandarte ofensivo não apenas um goleador, mas um elemento de identidade e projeto.
O lance ocorreu logo após uma investida ofensiva do time nerazzurro. Lautaro começou a tocar a perna e demonstrou desconforto; a comissão técnica, liderada por Chivu no banco, optou por não correr riscos. Thuram entrou em seu lugar e a substituição foi realizada com celeridade, numa decisão que combina prudência atlética e gestão de risco em uma fase decisiva da temporada.
O atacante regressou ao banco visivelmente abatido e, após breve conversa com a equipe médica, foi encaminhado aos vestiários para um primeiro atendimento. A imagem do jogador saindo em direção ao vestiário, com o semblante fechado, sublinha a preocupação imediata: em jogos de alta intensidade e calendários comprimidos, uma queixa muscular nunca é mera formalidade.
Do ponto de vista técnico, a substituição de Lautaro apresenta duas leituras complementares. Primeira: a evidente preocupação em preservar o atleta diante de um problema que pode evoluir, transformando uma indisposição em lesão. Segunda: a necessidade de testar alternativas ofensivas que possam suprir a ausência eventual do argentino, algo que recai sobre a profundidade do elenco e sobre a capacidade do treinador em ajustar o plano tático sem perder coesão.
Historicamente, o Inter construiu em torno de figuras como Lautaro uma narrativa de centralidade ofensiva; assim, qualquer sinal de fragilidade corporal altera não só a escalação, mas possíveis leituras sobre prioridades médicas e gestão de minutos na temporada. Em confrontos europeus, onde a margem de erro é estreita, a gestão de jogadores-chave torna-se também um ato de política esportiva interna: preservar um atacante hoje pode significar tê-lo apto para decisões futuras mais decisivas.
Por ora, não há diagnóstico definitivo público. A expectativa razoável passa pela realização de exames complementares nos próximos dias e por comunicados oficiais do clube que detalhem extensão e prazos. Enquanto isso, o episódio reforça dois vasos comunicantes do futebol moderno: a fragilidade física dos protagonistas e a necessidade de respostas institucionais rápidas e transparentes.
Em resumo, o afastamento de Lautaro Martinez aos 61 minutos em Bodo é um sinal de alerta que demanda cautela. Aguardaremos as avaliações médicas e o posicionamento do Inter sobre a condição do atacante, bem como eventuais impactos na preparação para os próximos compromissos da equipe.






















