Por Stella Ferrari — Em encontro com a imprensa para comemorar os 50 anos da marca, Gianluca D’Angelo, country head da Acer na Itália e na Grécia, traçou uma visão estratégica que combina legado e aceleração tecnológica. “Este ano é muito importante para nós porque celebramos meio século de inovação, do personal computer ao wi-fi e agora à inteligência artificial“, declarou D’Angelo.
Na sua análise, a integração de sistemas dedicados de inteligência artificial terá impacto prático na forma como empresas e consumidores comunicam e trabalham. A Acer já traduz esse compromisso em projetos: os dispositivos com NPU (Neural Power Unit) passaram de 5 iniciativas em 2024 para 27 em 2026. “Como todas as revoluções tecnológicas, a IA integrada mudará comportamentos — e muitos usuários começarão a utilizá-la sem perceber a magnitude desta transformação”, acrescentou.
Stella Ferrari observa: essa transição funciona como uma calibragem de motor num automóvel de alta performance — requer precisão técnica e estratégia de curto e longo prazo para ganhar eficiência sem comprometer a estabilidade. Nos últimos anos, o cenário foi afetado por forte incerteza macroeconômica e volatilidade geopolítica, condicionantes que reforçam a necessidade de desenho robusto de políticas empresariais.
No tocante à cadeia produtiva, a Acer está reposicionando sua logística e produção. Parte da fabricação foi deslocada para além da China, adotando uma estrutura híbrida “China e China+1”. A empresa também avança em soluções multimodais, combinando transporte marítimo, rodoviário e aéreo para reduzir riscos e tempos de entrega. Essa estratégia de supply chain visa reduzir vulnerabilidades e acelerar a resposta ao mercado, como um projeto de engenharia que minimiza pontos de falha.
Em relação ao mercado, D’Angelo destacou expectativas positivas para 2026 no segmento de educação, que já mostrou forte crescimento em 2025 impulsionado pelos fundos do PNRR em 2024. A Acer antevê continuidade dessa demanda, com oportunidades para equipamentos e soluções educacionais integradas de IA.
No universo do gaming, a empresa espera que a nova geração de GPUs, a Nvidia série 50, contribua para a expansão do mercado. Porém, há um risco de pressão de custos: a alta demanda por memórias pode elevar os custos de produção e refletir-se em um ligeiro aumento de preços ao consumidor. “Será crucial observar como o mercado reagirá a esse movimento”, concluiu D’Angelo.
Em síntese, a celebração dos 50 anos da Acer é também um ponto de partida para os próximos cinquenta: uma estratégia que combina inovação embarcada em hardware, redesenho de cadeia de fornecimento e leitura atenta das forças macroeconômicas. A marca se posiciona para transformar a revolução da IA em vantagem competitiva, mantendo a serenidade técnica e a performance como pilares — a mesma inteligência usada na engenharia de ponta para otimizar motores e sistemas complexos.






















