Fim de semana nas exposições: de Escher e Memling ao esplendor do Barroco
Sou Erica Santini, sua curadora de viagens e cultura aqui na Espresso Italia. Ciao: convido você a passear comigo por algumas mostras que transformam paredes em paisagens de memória e pedra em poesia. Nesta semana, entre arte antiga e contemporânea, brilham nomes como Escher, Memling, Jan Fabre e Elisabetta Catalano. Prepare-se para saborear a história, sentir a textura do tempo e se perder — com prazer — nos labirintos visuais que só a arte consegue oferecer.
Padova é o ponto de partida: no Centro Altinate – San Gaetano, a grande retrospectiva “M.C. Escher. Tutti i capolavori” reúne as tessellazioni, as metamorfoses, as ilusões ópticas, as superfícies refletivas e os paradoxos geométricos que consagraram o talento do mestre holandês. Organizada por Arthemisia, a mostra propõe um percurso exaustivo — dos primeiros estudos às viagens pelo território italiano e pelo Mediterrâneo — e explora as diversas técnicas que Escher investigou ao longo da vida. Andiamo: cada gravura é um convite a navegar por padrões que brincam com a percepção e a lógica.
Em Forlì-Cesena, o Museu Civico San Domenico abre as portas para uma imersão no coração do Barroco: “Barocco. Il gran teatro delle idee” ficará em cartaz de 21 de fevereiro a 28 de junho. Idealizada e realizada pela Fondazione Cassa dei Risparmi di Forlì em colaboração com o Comune di Forlì, e curada por Daniele Benati, Enrico Colle e Fernando Mazzocca, a exposição coloca em diálogo mais de 200 obras. O percurso revela como arte, poder, fé, ciência e sociedade se entrelaçam — uma verdadeira cena teatral onde cada peça encena um aspecto do mundo barroco. É como sentir a luz dourada de uma capela, ouvir o eco dos passos nos corredores e respirar o perfume das velas acesas.
Ao lado dessas grandes mostras, outras vozes contemporâneas ganham espaço: nomes como Jan Fabre e Elisabetta Catalano fazem parte do mosaico expositivo desta semana, mostrando que o diálogo entre passado e presente está sempre vivo nas instituições culturais italianas. Seja um retrato antigo ou uma instalação provocadora, cada obra oferece uma pequena viagem sensorial — um momento de Dolce Far Niente para a mente, onde o olhar descansa e se maravilha.
Se você planeja um roteiro cultural para o fim de semana, recomendo começar pelo íntimo e seguir para o grandioso: sentir a matemática encantadora de Escher e depois se deixar envolver pelo teatro barroco em Forlì. Leve uma boa câmera, um caderno de anotações e a curiosidade afiada: a Itália, sempre ela, sabe contar histórias pelas bordas das obras.
Buon viaggio dentro das galerias — e, se quiser, nos vemos em uma delas para um aperitivo pós-visita. Salute e até breve!






















