Sou Chiara Lombardi, e neste olhar crítico sobre entretenimento, observo como uma obra projeta reflexos do nosso tempo. Apresentado em primeira fila na vigésima edição da Festa do Cinema de Roma, Dracula – L’amore perduto, de Luc Besson, chega à televisão e às plataformas em um gesto que parece reescrever o mito clássico como um espelho de nostalgias e afetos contemporâneos.
Na segunda-feira, 16 de fevereiro, às 21h15, o filme será exibido em primeira TV no Sky Cinema Uno, disponível também em streaming na plataforma NOW e sob demanda — com opção em 4K para assinantes que buscam a máxima definição. A produção, creditada a LBP, EUROPACORP, TFI FILMS PRODUCTION e SND, reconstrói o clássico de Bram Stoker numa chave romantizada: não apenas uma releitura, mas um reframe da criatura e do seu desejo.
O projeto parte do romance original “Dracula” de Bram Stoker, porém Besson aposta em acentuar o laço afetivo que liga o vampiro à sua obsessão — uma opção narrativa que transforma o horror em melodrama gótico, como se o roteiro oculto da sociedade moderna surgisse através de um longo plano-sequência de saudade e sombra.
Para quem prefere acompanhar em plataformas gratuitas ou em outros canais abertos, há outra oportunidade: a partir de 6 de março, em horário nobre, Nove exibirá o filme, que também ficará disponível em streaming no discovery+. A movimentação entre janela paga e janela aberta traduz a estratégia atual do mercado audiovisual: maximizar alcance sem diluir a assinatura autoral da obra.
Há curiosidade sobre os bastidores: a transformação estética exigiu trabalho minucioso — sessões de maquiagem prolongadas e um cuidado estético que busca não apenas assustar, mas sugerir historicidade e desejo. Esse labor artesanal remete ao cinema como artesanato do imaginário: cada prótese, cada lente, é uma camada de memória construída em cena.
Como analista cultural, não vejo esta releitura só como entretenimento. Dracula – L’amore perduto atua como um pequeno laboratório de ressignificação do mito — um espelho do nosso tempo onde civilização, saudade e perda se entrelaçam. Besson, ao vestir o clássico com tonalidades românticas, nos convida a revisitar a figura do monstro como um sintoma do desejo humano, colocando em primeiro plano a emoção que sempre esteve nas entrelinhas do horror vitoriano.
Se você pretende assistir, programe-se: 16/02, 21h15, Sky Cinema Uno (com opção em 4K on demand e streaming em NOW) — e, em seguida, a janela aberta no Nove a partir de 6 de março via discovery+. Uma oportunidade para ver como o cinema contemporâneo revê os clássicos, recontando-os sob a luz da memória e do afeto.
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