Por Otávio Marchesini, Espresso Italia
Mais um revés na sequência de problemas físicos que assola o Napoli. Durante a partida contra a Roma, o zagueiro Amir Rrahmani foi obrigado a deixar o campo por uma lesão e, nesta segunda-feira, exames complementares confirmaram a gravidade do problema.
Os exames realizados no Pineta Grande Hospital evidenciaram uma lesão de alto grau no bíceps femoral da coxa esquerda. Segundo a nota oficial do clube, o defensor já iniciou o processo de riabilitação. Eis a íntegra do comunicado traduzida pelo departamento médico: Em seguida à lesão durante a partida contra a Roma, Amir Rrahmani foi submetido a exames que evidenciaram uma lesão de alto grau do bíceps femoral da coxa esquerda. O defensor azzurro já começou o itinerário reabilitativo.
O diagnóstico não surpreende apenas pela gravidade, mas pelo momento em que chega: soma-se à ausência de Di Lorenzo e reduz significativamente as opções de Antonio Conte na retaguarda. Em termos pragmáticos, isso obriga o treinador a rearranjar a linha defensiva, repensar rotações e, possivelmente, recorrer a alternativas menos habituais para enfrentar as próximas partidas até a pausa internacional do final de março.
Há, ainda, um fator de apreensão que transcende a simples projeção temporal. A expectativa oficial é de que o zagueiro permaneça fora até a sosta de fim de março, mas o precedente recente de outros atletas do elenco — cuja recuperação se estendeu além do prognóstico inicial — torna prudente a hipótese de um período de baixa mais prolongado. Esse risco já se materializou no caso de Anguissa, cujo retorno levou mais tempo que o estimado.
Do ponto de vista esportivo e institucional, episódios recorrentes de lesões musculares suscitam perguntas mais amplas: sobre gestão de cargas, calendário e profundidade de elenco. O Napoli, como outras grandes equipes europeias, convive com a tensão entre ambição competitiva e desgaste físico. Estádios lotados e troféus na mira transformam cada ausente em um problema coletivo, e a ausência de um defensor com a experiência e a presença de Rrahmani não é apenas um ajuste tático — é uma alteração na memória coletiva do clube e na leitura de segurança que a torcida depositava na defesa.
Para Antonio Conte, a situação impõe escolhas que vão além da simples substituição de nomes: trata-se de equilibrar riscos em partidas decisivas, proteger a estrutura física dos atletas restantes e, ao mesmo tempo, tentar manter a identidade de jogo que o treinador vem imprimindo. O calendário não cede: nas próximas semanas o Napoli precisará responder em campo sem um de seus pilares defensivos.
Enquanto isso, resta acompanhar a evolução clínica de Amir Rrahmani e as opções do departamento médico e técnico. A lesão do bíceps femoral é, hoje, um capítulo doloroso na narrativa esportiva do clube, com implicações táticas imediatas e reflexos na construção coletiva que define a temporada.
Atualizaremos esta nota com novos comunicados do clube e eventuais prognósticos clínicos assim que estiverem disponíveis.





















