Por Giulliano Martini, correspondente da Espresso Italia. Apuração in loco e cruzamento de fontes.
O mar continua a devolver corpos nas praias do Tirreno cosentino. Em um intervalo de dez dias foram localizados três cadáveres que, segundo a hipótese trabalhada pela Procura di Paola, podem ser de migrantes que caíram ao mar a partir de alguma embarcação — possivelmente vítima de um naufrágio desconhecido — e que só chegaram à costa devido às fortes marejadas provocadas pelo mau tempo que atinge a Península.
As ocorrências foram registradas em pontos distintos da costa: o primeiro achado ocorreu em Scalea, no dia 8 de fevereiro; o segundo, em Amantea, quatro dias depois, em 12 de fevereiro; e o terceiro foi constatado em Paola, esta manhã, conforme informado pela Procuradoria local. Ainda hoje, as autoridades do Vibonese relataram o avistamento do corpo de uma mulher em frente à praia “Le Roccette”, em Tropea.
A investigação está a cargo da Procura da República de Paola. O chefe do escritório, magistrado Domenico Fiordalisi, declarou que “no momento não temos elementos para vincular os achados dos três cadáveres a um naufrágio em particular e, caso houvesse, eu não poderia divulgar detalhes a respeito”. O teor da declaração é sintomático da cautela institucional: há suspeitas, mas faltam provas diretas que permitam traçar uma ligação inequívoca com uma embarcação específica.
Foram determinadas autópsias nas vítimas. As perícias médicas visam esclarecer as causas das mortes e identificar eventuais sinais de violência nos corpos que pudessem indicar atos criminais ou circunstâncias de abandono. Paralelamente, as equipes de investigação trabalham na tentativa de identificação das vítimas, procedimento que inclui checagem de documentos, cruzamento de bancos de dados forenses e recolha de eventuais traços biométricos.
Do ponto de vista técnico, a combinação de enxurradas marítimas, correntes fortes e condições meteorológicas adversas eleva a probabilidade de que vítimas de incidentes em alto mar apareçam dias depois nas praias, às vezes a dezenas de quilômetros do local do evento. Essa dinâmica complica a reconstrução do quadro fático e exige coordenação entre autoridades judiciárias, guarda costeira e peritos forenses.
Resumo do estado das investigações: a) registro de três cadáveres ao longo do Tirreno cosentino em 10 dias; b) hipótese de vítimas de naufrágio ou queda de embarcação; c) autópsias determinadas; d) inquérito em andamento para verificar causas da morte e identidade. A linha de apuração seguirá a checagem de testemunhos, registros de embarcações desaparecidas e análises laboratoriais, com prioridade à verificação de qualquer indício de crime.
Continuarei acompanhando a investigação e trazendo atualizações assim que novos elementos forem confirmados pelas fontes oficiais. A realidade traduzida: houve sinais repetidos de corpos trazidos pelo mar, a Procuradoria atua com cautela e a investigação técnica busca estabelecer se houve, de facto, um naufrágio não comunicado.
Palavras-chave destacadas: mar, cadáveres, naufrágio, Procura di Paola, autópsia, migrantes, Tirreno cosentino.






















