Por Giulliano Martini, correspondente – Espresso Italia
As equipes de resgate localizaram e retiraram do mar um corpo nas proximidades da localidade de Frassino, em Custonaci, província de Trapani. O achado ocorreu na noite anterior, após solicitação dos carabinieri, e foi executado pelos bombeiros com apoio da Capitania dos Portos de San Vito Lo Capo.
O chamado para a intervenção foi registrado por volta das 19h45. As operações de retirada e análise preliminar do local se estenderam até aproximadamente 22h30. Segundo as primeiras constatações no local, a vítima encontrava-se em avançado estado de decomposição, e as autoridades afirmaram que se trataria de um migrante. Identificação formal e exames forenses ficam a cargo das instâncias competentes.
O episódio soma-se a uma sequência de ocorrências similares registradas nos últimos dias no mesmo trecho do mar da Sicília: corpos ressurgiram em praias e águas próximas a Marsala, na província de Trapani, e na ilha de Pantelleria. Autoridades locais e equipes de socorro seguem mobilizadas para mapear possíveis rotas e elos entre os achados.
Fontes humanitárias e organizações de busca e salvamento levantaram a hipótese de que algumas dessas vítimas possam ser de naufrágios não notificados — os chamados “naufrágios fantasma” — ocorridos no Mediterrâneo Central. Em comunicado recente, a ONG Mediterranea Saving Humans estimou que cerca de mil pessoas ficaram desaparecidas no mar no contexto do ciclone Harry, informação que vem sendo considerada nas linhas de investigação.
Do ponto de vista operacional, o procedimento seguiu a rotina prevista: primeiros-socorros navais e levantamento do local pelos bombeiros, coordenação com a Capitania para segurança marítima, e isolamento da área para peritagens. A Procuradoria local e os corpos de polícia competentes foram acionados para prosseguir com os exames necroscópicos e eventual identificação por DNA.
Apuração in loco e cruzamento de fontes indicam que, embora a presença de migrantes nas rotas do Mediterrâneo seja recorrente, a entrada em águas territoriais sem registro complica a identificação precoce de naufrágios e a contabilização imediata de vítimas. Essa lacuna operacional dá margens para que corpos permaneçam à deriva antes de chegar ao litoral.
As autoridades marítimas italianas mantêm patrolamento e vigilância reforçados na área, enquanto ONGs e redes de solidariedade alertam para a necessidade de reforçar os mecanismos de busca e resgate em alto mar. Investigação em curso determinará causas mais precisas do óbito, a qualificação legal do caso e possíveis conexões com outras descobertas recentes.
Este relatório será atualizado conforme o avanço das perícias e eventuais comunicados oficiais. A Espresso Italia permanece em contato com as equipes locais e com operadores humanitários para o devido cruzamento de informações e verificação dos fatos brutos.






















