O governo acelera os trabalhos para levar o decreto bollette ao Conselho de Ministros ainda hoje, segundo fontes internas, embora a convocação oficial da reunião ainda não tenha sido comunicada. Nos bastidores, os técnicos permanecem em alerta, buscando soluções práticas para aliviar o peso das contas sobre a população e o tecido produtivo.
Fontes do Executivo confirmam que “os técnicos estão ao trabalho” e que “se estão procurando soluções”, mas fazem um caveat claro:, por ora, “não há nenhuma norma segura”. O vice‑primeiro‑ministro Tajani reafirmou a prioridade: reduzir o custo da energia para cidadãos e empresas. “A competitividade do nosso sistema industrial depende do preço excessivo das bollette”, afirmou aos jornalistas após sua audiência no Senado.
No esboço do pacote – que ainda pode sofrer alterações até a última hora – emerge uma dotação aproximada de 315 milhões de euros destinada a medidas para os domicílios. Entre as hipóteses avaliadas figura um contributo extraordinário, uma única vez, entre 90 e 100 euros para famílias de baixa renda, direcionado a quem já recebe o bônus social, ou seja, com Isee até 9.796 euros (limite que sobe para 20.000 euros em famílias com pelo menos quatro filhos).
Para um universo mais amplo – núcleos com Isee até 25.000 euros – estudase a possibilidade de um desconto sobre os consumos do primeiro bimestre, a ser compensado por um contributo voluntário por parte dos vendedores de energia. Essa solução busca criar uma ponte prática entre fornecedores e consumidores, derrubando barreiras burocráticas que atrasariam medidas imediatas.
O capítulo dedicado às empresas é mais complexo. A opção principal em estudo é a esterilização dos custos ligados ao ETS (quotas de CO₂) na formação do preço da energia, com o objetivo de aliviar os encargos sobre eletricidade e gás para o setor produtivo. No entanto, o dossier esbarra em questões de compatibilidade com as regras da União Europeia: fontes da maioria descrevem o tema como “muito delicado”, com perfis de conformidade comunitária ainda a serem verificados.
Apesar das incertezas legais, o objetivo político do governo permanece claro: obter reduções significativas nas contas de eletricidade e gás para famílias e empresas. É a tentativa de reforçar os alicerces da proteção social e da competitividade industrial ao mesmo tempo, como quem reconstrói uma estrutura vital para a economia e o bem‑estar dos cidadãos.
Nos próximos passos, será crucial acompanhar a redação final do decreto e o eventual calendário de tramitação no Conselho de Ministros. O peso da caneta — ou a falta dele — determinará se as medidas sairão com força imediata ou se precisarão de ajustes perante Bruxelas.
Por Giuseppe Borgo, Espresso Italia — reportando a intersecção entre decisões de Roma e a vida cotidiana dos cidadãos, em busca de clareza sobre os direitos e os recursos disponíveis.






















