Ciao, queridos viajantes do olhar — sou Erica Santini e convido você a um passeio sensorial pela história do cinema. A encantadora exposição Manifesti d’artista, acolhida no coração da emblemática Mole Antonelliana, em Torino, foi prorrogada até 3 de maio. É uma oportunidade para saborear a história do cartaz cinematográfico como obra de arte, uma experiência que mistura memória e beleza visual.
Organizada pelo Museo Nazionale del Cinema e curada por Nicoletta Pacini e Tamara Sillo, a mostra reúne dez manifesti de grande formato que atravessam o percurso do cinema, do mudo ao sonoro. Há ainda uma preciosidade gráfica: a brochura criada por Renato Guttuso para o lançamento de Riso Amaro, de Giuseppe De Santis. Andiamo — cada peça é um convite a pausar e sentir o frescor do traço, o ruído do papel, a cor que revive uma época.
As obras estão instaladas no piso de acolhimento da Mole Antonelliana, vindas diretamente das coleções do Museo del Cinema. Muitas delas são verdadeiros gioielli nascosti, exibidos pela primeira vez ao público: uma descoberta que desperta o prazer do inesperado, o prazer do Dolce Far Niente entre as imagens e as letras. O que torna essa exposição tão singular é a transformação do cartaz publicitário em obra autônoma — artistas ecléticos que, ao serem chamados para promover filmes, imprimiram sua linguagem e liberdade criativa no afiş.
A leitura destes manifesti vai além do filme a que se referem: cada traço, escolha cromática e composição revela a vivacidade cultural das décadas em que foram produzidos. É como passear por um arquivo sensorial da história italiana — o perfume das tintas, a textura do tempo nas superfícies, a luz dourada que imagino banhando a Mole ao entardecer. Para quem ama cinema, design ou simplesmente a emoção das imagens, esta mostra é um abraço afetuoso à memória comunitária.
Se você ainda não foi, planeje sua visita: contemplar estes manifesti é deixar-se tocar pela mão de artistas que transformaram publicidade em arte. Traga os sentidos — a vista, o tato imaginado, a memória — e permita-se navegar por essas pequenas obras-primas que transcendem o cartaz e contam histórias de tempos e lugares.
Em tempos em que tudo corre veloz, a permanência desta exposição até 3 de maio oferece a calma necessária para uma imersão que é, acima de tudo, afetiva e estética. Venha descobrir essas relíquias gráficas no Museo del Cinema, sentir o sussurro do passado e colecionar novas lembranças. A presto — nos vemos sob a cúpula da Mole Antonelliana.






















