Atalanta mantém a trajetória positiva no Campeonato, coroada pela vitória fora de casa sobre a Lazio, mas recebe um revés quando se prepara para o play-off de Champions League contra o Borussia Dortmund: o atacante Giacomo Raspadori sofreu uma lesão e ficará de fora por algumas semanas.
Raspadori sentiu um problema muscular durante o duelo com os capitolini. Exames complementares detectaram uma lesão de primeiro grau no bicípite femoral esquerdo, diagnóstico que, segundo a comissão médica do clube, exige um período de recuperação estimado entre duas e três semanas. O objetivo clínico e esportivo apontado pelo clube é o retorno para a semifinal da Coppa Italia — confronto que, simbolicamente, também representa a possibilidade de retomada coletiva em março.
O desfalque é mais um elemento de tensão na gestão de elenco do treinador Palladino. Já privado de De Ketelaere por lesão, o comandante vê as opções ofensivas reduzirem-se num momento em que a Atalanta busca consolidar presença europeia e, ao mesmo tempo, manter ritmo no campeonato nacional. Em termos práticos, as rotações ficaram mais enxutas em fevereiro: espaços surgem para alternar jovens do plantel, reposicionamentos táticos e maior responsabilização dos outros atacantes para suprir a ausência temporária de Raspadori.
Para o universo do fantacalcio, a notícia é sentida com outra tonalidade. Muitos participantes gastaram fichas nas janelas de reposição para garantir o avançado, e agora terão de recalibrar escalações e negociações à espera do retorno. A contingência do calendário — jogos importantes no calendário italiano e europeu — torna a gestão de lesões um fator determinante não só para o rendimento esportivo, mas para decisões estratégicas de mercado entre torcedores e gestores.
Do ponto de vista estrutural e histórico, a situação evidencia uma característica recorrente no futebol contemporâneo: a dependência de peças-chave num calendário comprimido. Clubes como a Atalanta, que mesclam ambição europeia com identidade de formação e rotação, são obrigados a testar profundidade de elenco e resiliência institucional quando lesões surgem. A resposta de Palladino e da diretoria nas próximas semanas dirá muito sobre a capacidade do clube em transformar adversidade em oportunidade de reafirmação coletiva.
Em resumo: Raspadori fora por 2–3 semanas com lesão de primeiro grau no bicípite femoral esquerdo, retorno planejado para a semifinal da Coppa Italia; impacto direto nas rotações de Palladino e no planejamento dos fantallenatori. A Atalanta segue, apesar do contratempo, com calendário exigente e decisões urgentes pela frente.






















