Sou Stella Ferrari, economista sênior com visão global e foco em alta performance. Os dados recentes do Osservatorio Luiss-EdEnred confirmam o que a prática de gestão eficiente já sinalizava: o welfare corporativo deixou de ser uma despesa acessória para assumir o papel de alavanca estratégica. Em termos de resultado, a adoção de planos estruturados de bem-estar repercute diretamente no faturamento e na produtividade das empresas.
O diferencial é especialmente nítido nas empresas de porte médio (50 a 249 funcionários), onde o faturamento médio anual salta de 26,1 milhões de euros em empresas sem um programa de welfare para 33,9 milhões de euros nas que o implementaram — uma variação de +29,8%. Este é um ganho que traduz um verdadeiro salto de escala na capacidade de gerar receita de um segmento que compõe a espinha dorsal do tecido produtivo italiano.
Também entre as pequenas empresas (10 a 49 empregados) o impacto é substancial: o faturamento médio passa de 5,14 milhões para 6,51 milhões de euros, equivalente a um acréscimo de +26,7%. Nas grandes organizações (acima de 250 colaboradores), o aumento em termos absolutos permanece relevante, subindo de 209,1 milhões para 250 milhões de euros (+19,5%).
Além do volume de receitas, o estudo destaca a relação entre a organização do trabalho e o desempenho: cada nova prestação ativada no âmbito do welfare empresarial gera, em média, um incremento de 2,1% dos receitas por colaborador. Em suma, investir em medidas de conciliação entre vida e trabalho, apoio à renda e serviços à pessoa tem retorno direto na produtividade individual e coletiva.
Por que o efeito é mais pronunciado nas médias empresas? Nestes modelos organizacionais a formalização de políticas de bem-estar costuma ter implementação rápida e impacto menos diluído do que nas grandes estruturas, além de maior capacidade de transformação cultural do que nas microempresas. Numa linguagem de engenharia, podemos dizer que o welfare atua como a calibragem fina do motor da empresa: melhora o torque — engajamento e retenção de talentos — sem comprometer a eficiência do consumo de recursos.
O quadro que emerge vai além dos números: trata-se de uma mudança cultural. O welfare empresarial deixa de ser visto apenas como custo ou instrumento de reputação e se afirma como uma verdadeira alavanca de gestão. A correlação entre planos estruturados e aumento do faturamento revela a conexão entre bem-estar organizacional, engajamento dos colaboradores e resultados de balanço.
Num ambiente com margens pressionadas e competição internacional aguda, integrar políticas de bem-estar dos funcionários ao modelo de negócio torna-se diferencial competitivo. Empresas que souberem calibrar essa política — com a mesma precisão de uma estação de testes automotivos — estarão melhor posicionadas para atrair competências, reduzir rotatividade e sustentar crescimento em velocidade mais elevada.
Minha recomendação estratégica é clara: tratar o welfare como investimento de capital humano e incorporar métricas de retorno (KPIs) que relacionem benefícios a produtividade e receita. Com a calibragem adequada, o plano de bem-estar deixa de ser um freio fiscal e passa a ser parte do design de políticas que aceleram o motor da economia da empresa.






















