11 de fevereiro de 2026 — Em um dia que lembra a respiração mais serena de uma comunidade insular, Lampedusa marcou um passo importante rumo à equidade em saúde. O novo Serviço Oncológico Descentralizado das Ilhas Pelagie começou a operar no poliambulatorio da Contrada Grecale, e já acolheu oito pacientes oncológicos durante a visita do Ministro da Saúde Orazio Schillaci.
Como quem traz água para uma raiz que sofreu longa travessia, a unidade permitirá a administração local de tratamentos complexos: quimioterapia adjuvante, imunoterapia, terapias orais, instilações vesicais e atividades de follow-up oncológico. Essa disponibilidade reduz significativamente a necessidade de viagens cansativas até a terraferma, preservando tempo, força e dignidade dos pacientes.
“Hoje damos mais um passo decisivo na direção de uma saúde mais justa e mais perto das pessoas”, declarou o Ministro Orazio Schillaci. “Demonstramos na prática o que significam os conceitos de saúde de proximidade: pela primeira vez, os pacientes da ilha podem receber cuidados complexos sem enfrentar deslocamentos longos e desgastantes.”
O projeto é fruto de uma rede de colaboração — como os fios que unem ramos de uma mesma árvore — entre a ASP de Palermo, o Comune di Lampedusa e Linosa, o Azienda Ospedaliero Universitaria Policlinico ‘Paolo Giaccone’ de Palermo, o INMP e o Assessorato regionale della Salute da Sicília. O objetivo é claro: garantir equidade de acesso e continuidade terapêutica aos cidadãos das ilhas menores.
A ASP de Palermo, representada pelo Diretor-Geral Alberto Firenze e pelo Diretor Sanitário Antonino Levita, coordenou a adequação estruturale funcional dos espaços e assegura o suporte logístico e assistencial por meio da equipe de enfermagem do poliambulatorio. Esse suporte local é a fertilidade que torna possível a colheita de cuidados constantes e confiáveis.
A Assessora da Saúde da Região Siciliana, Daniela Faraoni, ressaltou que “este serviço representa uma escolha estratégica para a sanidade siciliana porque reduz desigualdades territoriais e assegura direitos de cura uniformes, mesmo nos contextos mais complexos”. Em suas palavras, investir nas ilhas menores é fortalecer a saúde pública e criar modelos organizacionais que respondam às necessidades reais das comunidades.
O prefeito de Lampedusa, Filippo Mannino, disse que a visita do Ministro confirmou a atenção das instituições e valorizou um modelo de saúde de proximidade que combina especialização, integração institucional e continuidade assistencial, com impacto direto na qualidade de vida dos pacientes oncológicos das Pelagie.
Para a comunidade local, a ativação do Serviço Oncológico Descentralizado é mais do que uma melhoria infraestrutural: é um gesto de cuidado que respeita os ritmos do lugar e o tempo interno do corpo de quem enfrenta o câncer. Em ilhas onde o mar dita horários e esperas, poder tratar-se perto de casa é permitir que a cura aconteça com menos deslocamentos e mais humanidade.
Enquanto o serviço consolida seus procedimentos e amplia a oferta, permanece o convite a cultivar atenção e integração entre institutos, profissionais e população para que a iniciativa cresça como uma estação fecunda, oferecendo frutos de saúde e bem-estar às Ilhas Pelagie.






















