Terna, sob a liderança da administradora delegada Giuseppina Di Foggia, atingiu uma nova marca no mercado: capitalização superior a €20 bilhões. Na sessão de 13 de fevereiro de 2026, as ações fecharam em €9,97, alta de +0,95%, registrando o nível mais alto desde a estreia em bolsa em 2004.
O avanço no pregão elevou a avaliação do operador de transmissão elétrica nacional para além dos €20 bilhões, superando o recorde imediato registrado em 12 de fevereiro, quando o papel alcançou €9,876 por ação. Esse movimento reflete tanto a confiança dos investidores no modelo regulado da empresa quanto a percepção de que a transição energética e a digitalização das redes favorecerão players estabelecidos.
Terna é o Transmission System Operator (TSO) responsável pela gestão da rede de transmissão de eletricidade em alta e altíssima tensão em toda a Itália. Fundada em 1999 e listada desde 2004, a companhia opera mais de 75 mil quilômetros de linhas e administra mais de 900 subestações, desempenhando papel central no equilíbrio em tempo real entre oferta e demanda de energia.
As atribuições do grupo englobam planejamento, construção e manutenção das infraestruturas, além do desenvolvimento de interconexões com países vizinhos para fortalecer a integração dos mercados energéticos europeus. Operando em regime regulado, a empresa trabalha em estreita colaboração com instituições nacionais e europeias para garantir a segurança do sistema, a sustentabilidade ambiental e a integração de fontes renováveis.
O capital social de Terna é majoritariamente detido por investidores institucionais, com uma participação relevante na posse da Cassa Depositi e Prestiti. Esse perfil acionário costuma conferir estabilidade ao valuation, especialmente em um setor onde previsibilidade regulatória e receitas contratadas são ativos comparáveis a um motor bem calibrado: entregam torque consistente mesmo em terrenos de alta volatilidade.
Do ponto de vista estratégico, a valorização recente pode ser entendida como a aceleração de tendências estruturais — maior penetração de renováveis, necessidade de reforço de rede e maior interconexão europeia — que funcionam como combustível para empresas de infraestrutura elétrica. Contudo, investidores devem considerar a calibragem de fatores macro, como política de juros e possíveis ajustes regulatórios, que podem atuar como freios fiscais sobre múltiplos e custos de capital.
Em síntese, a superação da barreira dos €20 bilhões confirma a sólida posição de mercado de Terna e reforça seu papel como operador-chave na arquitetura energética italiana. Para analistas e gestores, trata-se de um sinal de maturidade do setor: o design de políticas públicas e a execução operacional agora precisam manter a mesma precisão de engenharia que permitiu essa marca histórica.






















