Por Otávio Marchesini — Em uma noite que confirma uma evolução tática e coletiva, o Trento consolidou sua trajetória ascendente ao vencer a Pro Patria por 2-0 no Briamasco. Sob o comando de Tabbiani, a equipe assinou a terceira vitória consecutiva, ultrapassou o Renate e ocupa agora uma posição de destaque na tabela.
O triunfo nasceu de uma partida construída com paciência e consciência das próprias qualidades: o time soube sofrer, aumentar a pressão no momento certo e converter oportunidades em gols precisos. No segundo tempo, apareceram as ações decisivas que definiram o placar — com os gols de Dalmonte e Maffei.
Tabbiani manteve a linha defensiva que vinha rendendo no confronto anterior com o Arzignano, mas mexeu no setor de criação e no ataque: entraram Aucelli e Fossati, enquanto Chinetti começou na vaga de Dalmonte. A opção refletiu um desenho pensado para controlar o meio e explorar as saídas em velocidade, com laterais participativos e atacantes prontos para atuar por dentro e por fora.
O primeiro tempo teve poucas chances claras. O Trento cresceu ao longo dos 45 minutos iniciais, com um passe açucarado de Maffei para Pellegrini e um arremate de Fossati rente ao poste. A Pro Patria respondeu aos 19′ com Renelus, que obrigou o goleiro visitante ao escanteio; ainda houve um lance de dúvida na área que, após revisão, foi considerado contato casual sem penalidade.
No segundo tempo, a partida ganhou intensidade. Aos 9 minutos da etapa final, Maffei acertou um disparo violento que explodiu na trave — sinal do perigo constante para a defesa visitante — e, pouco depois, Capone testou Sala. O momento que mudou o equilíbrio ocorreu aos 14 minutos da etapa final, quando Renelus protagonizou um contra-ataque e foi parado por uma intervenção monumental de Barlocco, que manteve a vantagem emocional do Trento.
A continuidade do domínio trentino culminou aos 75 minutos: Capone abriu pela esquerda e deixou para Dalmonte, que finalizou com precisão — foi o sétimo gol do atacante na temporada, e um argumento claro sobre a utilidade da peça vindo do banco. Quatro minutos depois, aos 79, Maffei fechou a conta com um corte curto e conclusão de curta distância após tabela com Fossati.
No final, ainda houve chance de ampliar com Sangalli, mas o apito final confirmou um triunfo límpido. Além do resultado, o que fica em evidência é a leitura de jogo da equipe e a profundidade do elenco: características de um time que ambiciona permanecer nas posições altas da classificação.
Placar: TRENTO 2–0 AURORA PRO PATRIA
Gols: 75′ Dalmonte (T), 79′ Maffei (T)
Escalações:
- TRENTO (4-3-3): Barlocco; Triacca, Trainotti, Corradi, Maffei; Aucelli, Fossati (37′ st Sangalli), Benedetti (27′ st Candelari); Capone (37′ st Ladisa), Pellegrini (19′ st Ebone), Chinetti (19′ st Dalmonte). Reservas: Costantini, Tommasi, Fedele, Genco, Corallo, Miranda, Calzà, Tarolli. Técnico: Tabbiani.
- PRO PATRIA (4-3-3): Sala; Sassaro (39′ st Udoh), Pogliano, Motolese, Felicioli (27′ st Travaglini); Citterio (27′ st Desogus), Di Munno (1′ st Schiavone), Ferri (39′ st Frosali); Giudici, Mastroianni, Renelus. Reservas: Rovida, Zamar. Técnico: (não informado no boletim).
Do ponto de vista histórico e social, o sucesso do Trento não se reduz a resultados: é expressão de um projeto que combina identidade regional, gestão de elenco e respostas táticas. Em um campeonato onde a irregularidade penaliza sonhos de classificação, a solidez defensiva, o aproveitamento das peças de banco e a clareza de ideias transformam a equipe em candidato real à disputa pelas posições de acesso.
O próximo desafio dirá se a equipe sustenta esse nível de competitividade, mas no momento o clube celebra uma sequência que reaquece a cidade e reforça a confiança de uma torcida que encontra no futebol um espelho de sua própria ambição.






















