Milano Cortina viveu momentos de preocupação neste domingo, 15 de fevereiro, quando o jovem finlandês Elias Lajunen, de 18 anos, sofreu uma queda violenta durante as qualificações do big air masculino no Livigno Snow Park. A imagem do acidente — um slam pesado que fez o atleta bater as costas e a cabeça na pista — silenciou a arena e impôs, novamente, a fragilidade dos esportes extremos frente ao espetáculo olímpico.
O episódio ocorreu na primeira tentativa de Lajunen na fase classificatória. Após a execução de um trick, o atleta perdeu o controle e caiu de costas, com impacto significativo na cabeça. A equipe médica agiu prontamente: socorristas chegaram em poucos segundos, realizaram os primeiros exames no local e transportaram o competidor em toboga para avaliação complementar. Fontes da seleção finlandesa confirmaram à imprensa que o jovem está consciente e movimenta braços e pernas.
Mesmo com sinais vitais preservados e a consciência, a organização seguiu protocolo de precaução: Elias Lajunen será reavaliado nas próximas horas por especialistas e, segundo a mesma fonte, suas Olimpíadas em Milano Cortina chegaram ao fim. A decisão de encerrar a participação está em linha com práticas modernas de segurança em esportes de alto risco, onde a proteção neurológica e a prevenção de lesões secundárias determinam medidas conservadoras.
Como analista atento às estruturas que sustentam o esporte, reconheço neste episódio duas lições claras. A primeira é técnica: o big air exige progressão acelerada de manobras, o que amplifica as margens de erro numa modalidade já naturalmente extrema. A segunda é institucional e cultural: as federações e organizadores, em especial sob o olho público das Olimpíadas, precisam equilibrar a promoção do espetáculo com protocolos que reduzam riscos sem anestesiar o desenvolvimento atlético.
A Finlândia, país com tradição em esportes de inverno e formação de talentos jovens, verá agora o desafio de acompanhar a recuperação de um de seus prospectos. Para atletas adolescentes — com corpo ainda em adaptação às cargas de treino e aos impactos —, o gerenciamento de carreira e a cautela médica são determinantes não apenas para o retorno ao esporte, mas para a vida fora dele.
Nos próximos dias, aguarda-se o boletim médico definitivo que detalhará lesões, prognóstico e possíveis encaminhamentos terapêuticos. Para além do interesse jornalístico imediato, o caso de Elias Lajunen aponta para um debate mais amplo: como proteger a integridade física de praticantes de modalidades extremas sem impedir a inovação técnica que move o snowboard e o freeski contemporâneos?
Enquanto as autoridades do evento e a equipe médica trabalham pela melhor resolução clínica, permanece a imagem perturbadora daquela queda no Livigno Snow Park — lembrando que, mesmo em Olimpíadas, o esporte é feito de risco e responsabilidade. A Espresso Italia acompanhará a evolução do quadro e trará atualizações com base em informações oficiais.






















