Sassuolo, Parma e o empate entre Cremonese e Genoa marcaram o turno vespertino da 25ª rodada da Serie A. Em três partidas que revelaram tanto falhas quanto resiliência, o futebol italiano expôs sua face competitiva e suas consequências sociais: clubes que lutam pela permanência, torcidas que buscam esperança e jogadores que carregam narrativas de recuperação.
No lunch match disputado no Bluenergy Stadium, o Sassuolo reagiu com pragmatismo e qualidade técnica à goleada sofrida contra a Inter. Em um jogo de retomada, os homens de Fabio Grosso venceram fora de casa por 2 a 1 a Udinese, graças às contribuições decisivas de Armand Laurienté e Andrea Pinamonti.
O roteiro começou com uma trajetória típica de confronto tático: a Udinese abriu o placar logo aos 10 minutos com Oumar Solet, que aproveitou uma progressão e finalizou no primeiro palo, surpreendendo o sistema defensivo adversário. O Sassuolo sentiu o golpe, mas não se fechou num conservadorismo estéril. Aos 56, após movimentação e engenhosidade ofensiva, Laurienté foi preciso ao empurrar a bola para o gol — um momento de reinvenção coletiva impulsionado por um passe sutil de Pinamonti. Dois minutos mais tarde, Pinamonti devolveu a gentileza com um cabeceio certeiro que virou o placar em 2 a 1.
O encontro teve ainda lances que sublinham a margem entre o erro e a sorte: um gol anulado do Udinese aos 70 minutos por toque de mão após revisão do VAR, um poste atingido por Nzola no fim e uma intervenção dura de Kristensen sobre Laurienté que passou sem cartão. A vitória devolve fôlego ao Sassuolo, que alcança 32 pontos e empata justamente com a Udinese.
No Stadio Zini, Cremonese e Genoa empataram em 0 a 0 — um resultado que movimenta as tabelas, mas dificilmente satisfaz as ambições das duas torcidas. O jogo foi pautado por chances desencontradas e pela ausência de eficácia na etapa final: tentativas que não encontraram o caminho da rede e uma partida que reflete o equilíbrio frágil de clubes que vivem entre projetos de afirmação e a necessidade imediata de pontos.
Por fim, no Tardini, o Parma do treinador Cuesta venceu o Hellas Verona por 2 a 1 com um desfecho dramático: gol da vitória anotado aos 93 minutos. A equipe anfitriã teve de jogar em dez homens por aproximadamente 80 minutos, um dado que torna o triunfo ainda mais significativo para a luta pela permanência. O resultado relança o ânimo dos ducali na briga contra o rebaixamento e aprofunda a crise dos veroneses, que veem a distância para a salvação aumentar.
Mais do que números, essas partidas contam histórias de trajetórias coletivas: reações que renovam expectativas, empates que exigem reavaliação e vitórias suadas que podem se tornar pontos de virada. O Sassuolo segue para seu próximo compromisso em casa no Mapei Stadium contra o Hellas Verona, enquanto a Udinese terá o desafio no dia 23 de fevereiro, no Dall’Ara, diante do Bologna. Para Parma, a vitória no Tardini é gasolina crucial em uma corrida onde cada ponto carrega peso social e identitário para a cidade e sua torcida.






















