Por Giulliano Martini — Apuração direta e cruzamento de fontes. Na tarde deste domingo, por volta das 18h, uma mulher identificada como ex-bailarina lituana esfaqueou o próprio companheiro em Milão, na via Soffredini. A Secretaria de Segurança local e a equipe do plantão da polícia civil registraram a ocorrência e o caso segue sob investigação.
Segundo os elementos apurados até o momento, os dois discutiram dentro do apartamento e, em seguida, a mulher atingiu o homem com uma facada no lado esquerdo do flanco. A vítima, um homem de 52 anos, foi socorrida em condição de código amarelo e conduzida ao Hospital Niguarda para atendimento. Não há, até a publicação desta nota, informação oficial sobre seu estado subsequente.
Policiais que atenderam a ocorrência e o promotor de plantão estão avaliando quais medidas cabíveis deverão ser tomadas em relação aos dois envolvidos. A investigação preliminar concentra-se em esclarecer a dinâmica da briga e confirmar a materialidade e autoria do crime, além de levantar histórico de violência doméstica ou outras ocorrências anteriores.
O nome da mulher, de 38 anos, não é inédito nas estatísticas criminais. Em abril de 2015, durante outra discussão com um ex-namorado, Rublan Bilousa, ela teria tomado um objeto cortante e atingido o peito dele, causando a morte imediata. Pelo episódio de 2015, a mulher foi julgada e condenada, cumprindo aproximadamente oito anos de prisão. Esse registro consta em processos anteriores e foi confirmado por consulta a arquivos públicos.
Fontes judiciais consultadas informam que, após o cumprimento da pena, ela obteve liberação conforme as regras penais vigentes. Em situações como a descrita, a equipe de investigação tende a solicitar prontuários, decisões e autos do processo anterior para entender eventuais padrões comportamentais, medidas protetivas aplicadas ou obrigações judiciais ainda vigentes.
Minha apuração indica que, no momento, a prioridade das autoridades é garantir atendimento médico à vítima e colher depoimentos de testemunhas e vizinhos. A Polícia está recolhendo dados forenses e imagens que possam ter registrado a movimentação no edifício e na rua. O trabalho pericial deverá confirmar o tipo de arma utilizada e a dinâmica exata do ferimento.
Remeto ao leitor os fatos brutos: houve agressão com arma branca, vítima encaminhada ao Niguarda, investigação em curso pelo plantão do Ministério Público e antecedentes criminais da agressora relacionados a homicídio em 2015. Qualquer desdobramento será comunicado após confirmação documental pelas autoridades.
Este relatório segue a regra básica da reportagem investigativa: foco nas evidências, silêncio sobre conjecturas e cruzamento de documentos oficiais. Atualizarei a matéria assim que o hospital e a promotoria emitirem notas formais.
















