Federico Frusciante, referência da crítica cinematográfica italiana e figura conhecida nas redes como youtuber, morreu aos 52 anos, conforme comunicado publicado em seus perfis oficiais no dia 15 de fevereiro de 2026. A mensagem oficial informou a ‘scomparsa prematura’ ocorrida na mesma data.
Apuração in loco, cruzamento de fontes e checagem de publicações oficiais confirmam o falecimento de uma das vozes mais persistentes da cena cultural de Livorno. Frusciante construiu ao longo das últimas décadas uma trajetória que transitou entre a atividade comercial e a atuação como divulgador crítico: aos 25 anos, abriu uma videolocadora na cidade, que depois ganhou identidade própria como Videodrome, referência para gerações de cinefilos.
Durante mais de vinte anos, o espaço resistiu às transformações do mercado — das grandes cadeias ao advento do streaming — e lutou contra o fenômeno da pirataria, que Frusciante denunciava reiteradamente como fator de empobrecimento do mercado audiovisual e da cultura cinematográfica. Em entrevistas e ensaios públicos, ele apontava a falta de normas eficazes para coibir a pirataria como causa direta da erosão da cadeia de valor do cinema independente.
Paralelamente à gestão da videoteca, Frusciante consolidou presença digital e institucional: manteve canais em plataformas como YouTube e redes sociais, foi convidado para ministrar aulas fora dos formatos convencionais em universidades, e atuou como jurado em festivais internacionais. Sua voz crítica alcançava públicos diversos graças ao tom direto e ao embasamento técnico de suas análises.
Foi também um dos fundadores do coletivo I Criticoni, ao lado de Davide Marra (conhecido como Mr. Marra), Francesco Alò e Mattia Ferrari (Victorlaszlo88). O projeto destacou-se por um debate cinematográfico livre, crítico e deliberadamente fora do comum, atraindo atenção por seu estilo combativo e informado.
Natural de Pontedera, nascido em 1973, Frusciante transformou um negócio de bairro em um verdadeiro presídio cultural local, mantendo viva a experiência do contato físico com o filme e com o público. Entre os projetos que permaneçam incompletos estava o sonho de criar uma Casa do Cinema em Livorno, iniciativa defendida por ele e por outros agentes culturais da região.
Esta reportagem traz os fatos brutos verificados até o momento. A família e os colaboradores próximos organizaram a publicação oficial do anúncio em redes sociais; a comunidade cultural de Livorno e os colegas de profissão reagiram com mensagens de pesar e reconhecimento pela trajetória. O legado de Frusciante permanece ligado tanto à defesa da cultura cinematográfica independente quanto à crítica firme contra as distorções do mercado.
Atualizaremos esta matéria com informações sobre homenagens e cerimônias assim que comunicados oficiais forem divulgados pelas autoridades locais e pela família.






















