Em visita institucional à Scuola Alpina da Guardia di Finanza em Predazzo, o ministro da Economia e das Finanças, Giancarlo Giorgetti, acompanhou de perto a estrutura que funciona como Villaggio olimpico durante os Jogos Milano-Cortina 2026. A comitiva incluiu o presidente da Provincia autonoma di Trento, Maurizio Fugatti, e o comandante da Scuola Alpina, general Sergio Giovanni Lancerin.
Atualmente, o complexo acolhe 430 atletas de 65 nações durante as competições olímpicas e está programado para abrigar 180 atletas de 23 países nas Paralimpíadas. Esses dados confirmam o papel da instalação como um dos pontos nevrálgicos do evento, não apenas pela capacidade logística, mas também pela qualidade das facilidades oferecidas a delegações nacionais e internacionais.
Para além da função imediata no calendário esportivo, a visita de Giorgetti destacou o caráter duradouro do investimento: “É uma grande satisfação — depois de tantas dificuldades — poder dizer que aqui se vive bem, se prepara da melhor forma e se come muito bem. Esta será uma grande herança para a Guardia di Finanza: a Scuola Alpina de Predazzo terá tudo o que é necessário em termos de modernidade e estruturas para garantir o adestramento dos próximos cinquenta anos”. A declaração aponta para uma leitura do evento como catalisador de modernização institucional.
Do ponto de vista histórico e institucional, a entrega de um Villaggio olimpico moderno para uma escola militar poliédrica como a Scuola Alpina é significativa. Não se trata apenas de residências temporárias ou refeitórios aprimorados: trata-se da incorporação de infraestrutura de ponta em um corpo cuja atividade é estratégica para operações de montanha, salvamento, formação técnica e soberania territorial. O ganho, portanto, reverbera além do esporte, tocando segurança, formação profissional e economia local.
Predazzo, no coração das Dolomitas, ganha assim um papel ampliado na memória coletiva do esporte italiano e europeu. Estádios, centros de treinamento e vilas que sobrevivem ao período competitivo transformam-se em instrumentos de desenvolvimento regional. A presença de atletas de dezenas de países também projeta uma visibilidade turística e institucional que pode ser capitalizada em médio prazo pela Provincia autonoma di Trento.
Como analista que vê o esporte sob a lente das estruturas sociais e políticas, é possível afirmar que a operação em Predazzo reafirma uma tendência: grandes eventos, quando articulados a uma estratégia de legado clara, podem deixar ativos duradouros. Resta acompanhar a gestão futura dessas instalações para garantir que o potencial prometido por Giorgetti converta-se em benefícios concretos para a Guardia di Finanza, para a comunidade local e para a formação das próximas gerações.
Em síntese, a visita institucional confirma que o evento Olímpico não é um fim em si mesmo, mas um momento de reinvestimento institucional e territorial. Predazzo sai dos Jogos não apenas com o aplauso do presente, mas com uma infraestrutura pensada para as próximas cinco décadas.






















