Lindsey Vonn, uma das maiores referências do esqui alpino contemporâneo, anunciou que será submetida à quarta cirurgia após a queda sofrida durante a prova de downhill nos Jogos de Milano‑Cortina. A informação foi divulgada pela própria atleta em um post no Instagram, onde atualizou fãs e colegas sobre seu estado de saúde.
“Amanhã serei submetida à quarta operação, depois voltarei para casa, mas precisarei fazer mais uma”, escreveu Vonn, que permanece internada em Treviso. Na publicação, a campeã americana agradece as mensagens e os presentes recebidos: “Obrigado a todos que estão me mandando mensagens, peluches. Tudo isso é lindo, me ajudou muito”.
Os dias seguintes ao acidente foram descritos por Vonn como difíceis. “Foram dias complicados no hospital. Estou começando a me sentir eu mesma novamente, mas à minha frente há um caminho muito longo”, afirmou. A esquiadora relatou ainda preocupação com a imobilidade atual, mas também o alento das visitas de amigos e familiares que a acompanham: “Me visitam muitas pessoas, amigos e família; me sinto sortuda por ter tantas pessoas ao redor”.
Do ponto de vista esportivo e simbólico, a situação de Lindsey Vonn atravessa duas camadas: a imediata, que é sua recuperação física após um acidente severo em competição, e a narrativa mais ampla sobre a relação do esporte de alto rendimento com o risco, a circulação de ídolos e a expectativa pública. Vonn, cuja trajetória é marcada pelo sucesso e por episódios de lesões que testaram repetidamente sua resiliência, sintetiza essa tensão entre glória e vulnerabilidade.
Enquanto se recupera, a atleta deixou uma mensagem de incentivo ao grupo que representa nos Jogos: “Força Team USA, vocês são lindos de ver. Continuem assim, eu estou assistindo”. É um gesto que confirma como, mesmo fora das pistas, atletas de elite seguem vinculados às identidades coletivas que carregam — seleções, federações, redes de apoio local e internacional.
Para leitores e observadores, a evolução clínica de Vonn deverá ser acompanhada com prudência. Notícias sobre procedimentos adicionais e o retorno para casa — elementos citados pela própria esquiadora — serão decisões médicas que deverão equilibrar urgência, reabilitação e perspectivas de longo prazo. A recuperação de lesões graves no esqui alpino exige planejamento multidisciplinar e tempo, duas dimensões que agora definem o horizonte imediato de Vonn.
Como repórter e analista que privilegia o contexto, registro que o episódio não é apenas um capítulo na biografia esportiva de uma campeã, mas também um espelho das expectativas sociais em torno do corpo atleta e do papel dos grandes eventos esportivos como palco de riscos calculados. A figura de Vonn continuará a ocupar espaço simbólico — nas conversas sobre segurança nas pistas, na cobertura midiática e no imaginário dos fãs — enquanto segue o processo de recuperação.
Continuaremos a acompanhar e reportar as atualizações médicas e os desdobramentos da situação. Por ora, o recado final da esquiadora é de reconhecimento: agradece o carinho recebido e reafirma a necessidade de tempo e procedimentos adicionais para voltar a andar — e talvez, numa percepção mais ampla, para retornar ao lugar que ocupa na memória do esporte.






















