ROMA — Alerta no bairro de Monteverde: na manhã de quarta-feira passada, uma mulher que se apresentou como falsa babysitter tentou levar uma menina de 3 anos de uma escola infantil. O episódio mobilizou professores, pais e forças de segurança local e terminou com a fuga da suspeita antes da chegada das autoridades.
Segundo relato oficial divulgado pela direção da escola, os docentes estranharam a atitude da mulher ao apresentar-se para buscar a criança. Ao confrontá‑la sobre a autorização para a retirada, os professores acionaram imediatamente os responsáveis da aluna. Os pais confirmaram não ter delegado a tarefa a terceiros.
Diante da negativa dos responsáveis, foi feito contato com o número de emergência — o 112 — e acionada a polícia. No entanto, a mulher já havia se evadido do local quando os agentes chegaram. Os pais prestaram denúncia à autoridade policial, que abriu procedimentos para identificar a suspeita e esclarecer as circunstâncias do episódio.
A ocorrência motivou orientações dirigidas às escolas da região: as direções foram alertadas a intensificar a verificação de delegações e autorizações de retirada de menores, confirmando identidade dos acompanhantes e seguindo protocolos internos antes de liberar alunos. As investigações continuam em andamento.
O caso, ainda em fase preliminar de apuração, reúne fatos brutos e diretos: tentativa de remoção de menor por pessoa não autorizada, intervenção dos professores, chamado ao serviço de emergência, fuga da suspeita e registro formal de ocorrência pelos pais. A polícia informou que investiga a autoria e as motivações, sem ainda divulgar detalhes sobre a identificação da mulher ou sobre possíveis antecedentes.
Do ponto de vista operacional, episódios como este destacam a importância de práticas rigorosas nas entradas e saídas das escolas: conferência de documentos, verificação prévia de delegações por escrito ou via canais oficiais da instituição, e comunicação imediata entre professores e responsáveis. Autoridades e dirigentes escolares reforçaram, segundo comunicados, a necessidade de revisar procedimentos internos e capacitar equipes para situações de risco.
Na esteira da ocorrência, pais e responsáveis receberam orientações para atualizar contatos de emergência e formalizar autorizações de retirada apenas por pessoas conhecidas e previamente comunicadas à escola. A polícia mantém a investigação e não descartou a análise de imagens de câmeras próximas, depoimentos de testemunhas e o cruzamento de informações com outros órgãos competentes.
Relato limpo e direto: o episódio em Monteverde expõe vulnerabilidades na rotina de saída escolar e mobiliza medidas administrativas e policiais. A apuração prossegue, com prioridade à segurança das crianças e à identificação da suspeita.
Giulliano Martini
Correspondente — Espresso Italia





















