Sou Stella Ferrari, e, como economista de mercado com visão de alto desempenho, observo o imobiliário europeu como se calibrasse um motor: cada rua é um módulo que influencia torque e velocidade do investimento. A revista Time Out e a análise da consultora Abitare Co. apontam as 9 ruas mais bonitas da Europa — e, entre elas, há uma representante italiana: Via Panisperna, em Roma. Mas a beleza custa: a variação de preços por metro quadrado reflete demanda, contexto urbano e qualidade do espaço público.
No extremo superior do ranking está Rue des Gravilliers, no terceiro arrondissement de Paris, próximo ao Marais e ao Marché des Enfants Rouges. Aqui o preço médio aproxima-se dos 12.000 €/m², com picos que podem alcançar os 16.700 €/m² para imóveis reformados ou de nova construção — coerente com a forte demanda residencial e de investimento na zona Marais/Arts et Métiers.
Madrid surge em seguida: Calle del Barquillo, no coração da “almendra central”, regista um preço médio de cerca de 8.900 €/m², com máximos que chegam a 10.600 €/m² para soluções de alto padrão ou apartamentos novos. Trata-se de uma rua que combina centralidade com oferta cultural, atraindo residentes que valorizam acessibilidade e lifestyle.
No Reino Unido, Blackstock Road (entre Finsbury Park e Highbury) apresenta preço médio estimado em 7.800 €/m², com picos até 15.500 €/m². A rua é conhecida pelo seu bairro vibrante, apartamentos com caráter e um comércio local consolidado — elementos que sustentam a valorização.
Em Itália, Via Panisperna, no Rione Monti de Roma, confirma o apelo do centro histórico. Os valores médios situam-se em torno de 7.100 €/m², com picos de até 9.600 €/m² para unidades bem posicionadas ou com características de prestígio. Aqui, o valor não é só métrica: é também história e densidade cultural.
O panorama segue com Maybachufer em Berlim — ao longo do Landwehrkanal — onde a procura de jovens profissionais e criativos eleva preços médios a cerca de 6.600 €/m², chegando a mais de 8.000 €/m² para novas construções. No Porto, a central Rua do Bonjardim apresenta valores médios na casa dos 5.000 €/m², com topes que podem superar os 7.800 €/m².
Bruxelas fecha o conjunto principal com a Rue de Flandre (zona Dansaert/Sainte-Catherine), onde o preço médio está em torno de 4.000 €/m², reflexo de uma procura sólida num distrito dinâmico.
No pólo oposto, para quem procura o ponto de entrada mais acessível entre ruas hoje requisitadas, figura Odos Olympou em Salónica, com cerca de 2.500 €/m², ou a alternativa inglesa Northdown Road, em Margate, com custos significativamente inferiores às capitais maiores.
Esses números demonstram que, na arquitetura do mercado residencial europeu, não existe única fórmula: é preciso calibrar fatores — localização, oferta, renovação urbana e demanda de investimento — como faria um engenheiro ajustando uma transmissão. Investidores e compradores que pretendem entrar nessa pista devem avaliar não apenas o preço por metro quadrado, mas o potencial de valorização ligado ao tecido urbano, à mobilidade e à imagem de marca do endereço.
Fonte dos dados: Abitare Co.; curadoria editorial: Time Out. Para quem planeja posicionar capital em endereços emblemáticos, recomendo uma análise de risco e retorno com foco em liquidez e capacidade de geração de renda — é aí que se mede a verdadeira performance do investimento.






















