Por Giulliano Martini — Em evento realizado no centro multimídia interativo do Ufficio Spagnolo del Turismo, na Piazza di Spagna em Roma, uma delegação institucional de Valladolid apresentou oficialmente a sua Semana Santa, celebração considerada uma das mais relevantes da Espanha em termos religiosos e culturais.
A cerimônia contou com a presença do prefeito e senador Jesús Julio Carnero; do presidente da Conferência Episcopal Espanhola, Luis Argüello; do presidente da Diputación de Valladolid, Conrado Íscar; do presidente da Junta de Cofradías da Semana Santa de Valladolid, Miguel Vegas; do diretor de Turismo de Valladolid, Juan Manuel Guimerans; e do diretor do escritório espanhol de turismo, Gonzalo Ceballos. Em nota durante a apresentação, Ceballos sublinhou que as celebrações religiosas são um dos vetores mais autênticos para conhecer a Espanha.
A Semana Santa de Valladolid foi a primeira a receber, em 1980, a declaração de “Interesse Turístico Internacional”. O evento mescla atos litúrgicos com manifestações populares realizadas nas vias e praças do centro histórico da cidade castelhana, oferecendo ao visitante uma experiência de fé caracterizada por uma religiosidade de raiz castelhana, austera e solene.
Participam das procissões vinte confrarias — associações de homens e mulheres de diferentes idades e classes sociais — que somam cerca de 25.000 membros. Essas confrarias acompanham os carros processionais, considerados verdadeiros “museus a céu aberto” devido às esculturas de grande valor artístico, majoritariamente entalhadas nos séculos XVI e XVII por nomes como Gregorio Fernández e Juan de Juni.
O ponto alto das celebrações é a chamada Processão Geral, realizada na Sexta‑feira Santa, cujo percurso completo ultrapassa cinco horas e concentra grande intensidade emotiva e participação popular. Além das procissões, o programa inclui atos como o Sermão das Sete Palavras na Plaza Mayor, visitas guiadas e exposições que ampliam a oferta cultural dedicada ao visitante.
Do ponto de vista turístico, a cidade complementa a experiência religiosa com uma oferta gastronômica rica, que inclui as famosas tapas servidas ao longo do ano e promovidas em concursos nacionais e internacionais sediados em Valladolid. A região também se destaca pelos vinhos de denominações de prestígio como Ribera del Duero, Rueda, Toro e Cigales.
Na contextualização mais ampla, a Espanha figura como referência do cristianismo europeu, abrigando três das cinco cidades santas: Santiago de Compostela, Santo Toribio de Liébana e Caravaca de la Cruz. A apresentação em Roma teve por objetivo reforçar a atratividade internacional da Semana Santa de Valladolid junto a operadores e público italiano, além de consolidar rotas de turismo religioso e cultural.
Relatório de apuração e cruzamento de fontes: a informação foi obtida a partir da agenda oficial do Ufficio Spagnolo del Turismo em Roma e das comunicações institucionais da Prefeitura de Valladolid, da Junta de Cofradías e da Conferência Episcopal Espanhola. Fatos verificáveis: declaração de Interêsse Turístico Internacional (1980), número de confrarias (20), número aproximado de membros (25.000), autores escultóricos citados e as denominações vinícolas regionais.
Este relato prioriza a clareza dos fatos brutos e evita conjecturas: a Semana Santa de Valladolid é apresentada como um produto turístico-cultural com raízes históricas profundas e apelo religioso significativo, cuja internacionalização passa por ações institucionais como a realizada em Roma.





















