Por Stella Ferrari — Em uma calibragem de políticas destinada a aliviar custos para famílias e empresas, a versão preliminar do dl Bollette reúne 12 artigos com medidas imediatas para reduzir o preço da bolletta del gas e promover maior competitividade e descarbonização. O texto, que pode chegar ao próximo Conselho de Ministros, organiza um conjunto de intervenções técnicas e financeiras visando frear a escalada de custos energéticos e acelerar a transição.
Entre os pontos centrais do rascunho estão:
- Um contributo straordinario da 90 euro dirigido aos titulares do bonus sociale — iniciativa com previsão de gasto de 315 milhões de euros para um pagamento único que busca alívio imediato às famílias beneficiárias.
- Medidas urgentes para a redução do preço da bolletta del gas para as imprese, com mecanismos destinados a conter os impactos sobre custos industriais e preservar a competitividade das cadeias produtivas.
- Disposições específicas para a autorização e a realização dos centri dati, reconhecendo seu papel estratégico na economia digital e buscando acelerar instalações sem comprometer segurança e rede.
- Intervenções para a competitività delle imprese e incentivo à decarbonizzazione, integrando estímulos à adoção de fontes renováveis e eficiência energética industrial.
- Reforço das infrastrutture di interconnessione con l’estero, elemento essencial para a resiliência do sistema energético e para a integração de mercados europeus.
- Medidas de mercado para promover a concorrência e a integração dos mercados grossistas de gás, com objetivo de reduzir volatilidade e repasses aos consumidores.
- Procedimentos agilizados para a conexão à rede de instalações alimentadas por renováveis, buscando retirar gargalos técnicos que freiam investimentos.
- Iniciativas para a redução dos oneri generali di sistema decorrentes das bioenergias, com objetivo de recalibrar contribuições setoriais sem distorcer sinais de investimento.
Trata-se de um pacote técnico e financeiro que combina alívio imediato — como o contributo da 90 euro — e reformas estruturais que visam aumentar a oferta, integrar mercados e acelerar a transição energética. A soma entre medidas de curto prazo e reformas de infraestrutura é a estratégia que proponho como essencial: enquanto o motor da economia requer respostas rápidas para conservar consumo e produção, a calibragem de políticas de médio prazo garante sustentabilidade e competitividade.
Do ponto de vista fiscal e de impacto sobre contas públicas, o pagamento único de 90 euros representa uma despesa equivalente a 315 milhões de euros, que deverá ser conciliada com os outros instrumentos de incentivo e investimento previstos no decreto. A abordagem do rascunho é modular: tratamentos setoriais para indústrias intensivas em energia, incentivos para renováveis e liberação de infraestruturas críticas — como os centri dati — compõem um plano coerente com objetivos econômicos e ambientais.
O texto final ainda poderá ser ajustado antes de seguir ao Conselho de Ministros, mas a intenção é clara: reduzir o custo das contas para famílias e empresas e preparar o terreno para uma economia mais eficiente e de menor intensidade carbônica. Em termos de comunicação e execução, a prioridade deve ser velocidade com precisão — como na engenharia de alta performance, onde aceleração e segurança andam juntas.
Assinatura: Stella Ferrari — Economista sênior, estratégia e desenvolvimento, Espresso Italia.





















