Lazio garantiu sua vaga na semifinal da Coppa Italia ao derrotar o Bologna nos pênaltis, nesta quarta-feira. Depois do empate em 1-1 no tempo regulamentar — com Castro abrindo o placar aos 30 minutos e Noslin igualando aos 48 — a decisão foi para as cobranças, onde os erros de Ferguson e Orsolini abriram caminho para que o recém-chegado Taylor convertesse o pênalti decisivo.
O resultado mantém a Lazio no calendário das competições que fazem parte de sua identidade esportiva e simbólica: a Coppa Italia não é apenas um troféu, mas um território onde histórias e memórias de clube são reafirmadas. Para o técnico Sarri, a classificação significa a continuidade de um projeto que busca resultados imediatos sem dissociar-se de um modelo de jogo reconhecível — ainda que, em partidas de mata-mata, o rigor tático e a gestão emocional frequentemente pesem mais do que a estética.
O primeiro tempo teve no gol de Castro a confirmação de que o Bologna não vinha apenas para resistir: a equipe rossoblù mostrou capacidade de infiltração e aproveitou uma das poucas brechas para tomar a dianteira. A resposta de Noslin, logo no início do segundo tempo, reequilibrou o duelo e traduziu a incerteza que se manteve até os pênaltis. Já na cobrança decisiva, a frieza de Taylor contrastou com os erros de Ferguson e Orsolini, que pesaram demais para o Bologna.
Do ponto de vista coletivo, é necessário ver a eliminatória como termômetro. A Lazio avança com autoridade discreta, sem alardes, e encontrará agora a Atalanta na semifinal — um confronto que promete tensionar a lógica tática e competitiva do torneio. Para o Bologna, a eliminação nos pênaltis é dolorosa, mas não necessariamente indicativa de um declínio estrutural: a capacidade de chegar até o confronto e equilibrar o jogo diante de uma equipe com ambições maiores mostra que o projeto rossoblù conserva elementos de coesão.
No calendário imediato, a Lazio voltará a medir forças com a Atalanta também pela Serie A, desta vez como mandante, em partida que valerá tanto pontos quanto autorreputação. Já o Bologna tem pela frente uma viagem a Turim para enfrentar os granata de Baroni, encontro que servirá para testar a resiliência após a eliminação.
Em termos simbólicos, a passagem da Lazio às semifinais reforça o papel da Coppa Italia como palco onde narrativas se consolidam: técnica, gestão e tradição se encontram em 90 minutos — e, quando necessário, em cobranças de pênalti que definem destinos. Para o clube e sua torcida, o desafio imediato é transformar a vaga em consistência competitiva; para os observadores, fica o convite a olhar além do placar e entender o jogo como reflexo de estruturas maiores, desde a formação de elenco até a relação clube-sócio.
Por Otávio Marchesini, repórter de Esportes — Espresso Italia






















