Notícia relevante para a Inter e para quem acompanha a temporada europeia: o lateral direito Denzel Dumfries voltou a participar, de forma parcial, dos treinos com o elenco nerazzurro. Após cerca de três meses afastado por lesão, o retorno controlado do holandês aparece hoje como um sinal positivo na preparação do clube para as próximas decisões da temporada.
Segundo informações apuradas por veículos especializados — com destaque para a cobertura do canal Sky Sport — a sessão desta terça-feira reuniu todo o plantel. Nomes como Barella e Calhanoglu trabalharam normalmente, enquanto Dumfries fez parte de parte do trabalho em conjunto, integrando exercícios coletivos em carga reduzida. É um passo intermediário: o jogador ainda não está pronto para o retorno integral, mas o fato de participar de atividades com colegas sinaliza evolução.
Do ponto de vista prático, as indicações atuais apontam para uma possível inclusão do lateral na lista de convocados na última semana de fevereiro. Isso colocaria o atleta à disposição em um momento sensível da temporada: entre o playoff de acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões contra o Bodo Glimt e a partida de Série A diante do Genoa, marcada para 1º de março. A janela de dias entre esses compromissos é curta, e a gestão cuidadosa dos minutos de treino será determinante.
Mais do que a simples recuperação física, o retorno de Denzel Dumfries tem significados táticos e simbólicos. No desenho de jogo da Inter, a lateral direita não é apenas um corredor para apoiar o ataque; é elemento de equilíbrio defensivo, de amplitude e de intensidade — características que o clube sente falta quando o setor está desfalcado. Recuperar um jogador com essas características altera opções do treinador e influencia a leitura dos adversários.
No plano coletivo, a presença de um atleta como Dumfries também tem um efeito psicológico sobre o grupo: reforça a ideia de profundidade de elenco e concede ao treinador alternativas para gerir competições simultâneas, especialmente em fevereiro e março, meses em que calendário e lesões testam a capacidade de resposta dos clubes.
Resta, entretanto, a cautela. O retorno parcial é uma etapa — sincera e necessária — entre a reabilitação clínica e a reabilitação funcional em contexto de equipe. Nem sempre a participação em treinos coletivos se traduz em disponibilidade imediata para 90 minutos; a equipe médica e técnica do clube seguirá monitorando o jogador antes de validar sua presença entre os convocados.
Como repórter da Espresso Italia, observo que esse tipo de processo espelha uma mudança mais ampla no manejo de lesões: menos pressa, mais foco em reinserção gradual. Para a torcida nerazzurra, a boa notícia é concreta; para o treinador, é a ampliação de um leque tático quando as partidas realmente começam a contar.






















