James Van Der Beek, nome que ecoou nos finais dos anos 90 como a voz confessional de uma geração, morreu aos 48 anos. A família anunciou o falecimento nesta quarta-feira, 11 de fevereiro, por meio de um post no Instagram. Ele enfrentava uma doença há algum tempo: em 2024 tornou pública a diagnóstico de câncer de cólon.
O comunicado familiar, carregado de dignidade, diz:
“Nosso amado James David Van Der Beek partiu serenamente esta manhã. Enfrentou seus últimos dias com coragem, fé e graça. Há muito a ser compartilhado sobre seus desejos, seu amor pela humanidade e a sacralidade do tempo. Esses dias chegarão. Por ora pedimos um pouco de privacidade enquanto lamentamos nosso amado marido, pai, filho, irmão e amigo.”
Casado com Kimberly Brook e pai de seis filhos, Van Der Beek deixa uma família numerosa e um legado na cultura televisiva contemporânea. Nascido em 8 de março de 1977 em Cheshire, Connecticut, numa família abastada de ascendência holandesa, era filho de Jim — ex-jogador profissional de beisebol com passagem pelos Los Angeles Dodgers — e de Melinda, bailarina da Broadway. A vocação para a atuação nasceu cedo: aos treze anos viveu Danny Zuko em uma produção local de Grease.
Após os primeiros passos no teatro, em 1993 mudou-se para Nova York para passar em audições e participou de peças off-Broadway como Finding the Sun e Shenandoah. Seu debut no cinema aconteceu em 1995 com Angus, mas a virada decisiva veio em 1998, quando foi escolhido como protagonista da série adolescente Dawson’s Creek.
Para se dedicar integralmente ao projeto que o projetaria internacionalmente, deixou a Drew University, onde estudava com bolsa. A série, exibida até 2003, consagrou seu personagem Dawson — sensível, idealista e vulnerável — como um ícone de uma geração lidando com o primeiro amor, as amizades e as inquietações do crescimento. O programa, hoje um espelho cultural, ajudou a modelar a estética emocional dos anos 90.
Mais do que um rosto de televisão, a trajetória de Van Der Beek fala de como o entretenimento atua como um roteiro oculto da sociedade: suas escolhas, suas ausências e suas reações espelham transformações sociais. Sua partida — precoce e sentida — ressalta a fragilidade do tempo e a forma como a memória coletiva preserva imagens e emoções, transformando personagens televisivos em marcos da identidade cultural.
A família pede privacidade enquanto prepara detalhes sobre homenagens e memorial. Haverá mais informações sobre os desejos e a vida privada do ator nos próximos dias, segundo a nota.
James Van Der Beek deixa uma carreira que atravessou teatro, cinema e televisão e uma marca na cultura pop como protagonista de um dos dramas adolescentes mais influentes da década de 1990. Seu legado permanece como um pequeno espelho do nosso tempo — uma narrativa que continua a ressoar entre aqueles que cresceram com seu personagem e entre novos espectadores que redescobrem a série.





















