A promotoria de Imperia determinou o sequestro da residência em Bordighera onde, na manhã de segunda-feira, foi encontrada sem vida a menina Beatrice, de 2 anos. A investigação segue em ritmo acelerado: a mãe da criança, Manuela Corbetta, 43 anos, foi indiciada por homicídio preterintencional e permanece presa.
Segundo registro oficial, a prisão de Manuela Corbetta foi efetuada e ela está custodiada na prisão de Gênova Pontedecimo, à espera da audiência de confirmação da detenção pelo juiz para as investigações prévias (convalidação davanti al gip). A data precisa para essa audiência ainda não havia sido marcada até o fechamento deste relato, mas a expectativa é de que ocorra na manhã seguinte.
O corpo de Beatrice será submetido à autópsia na segunda-feira pelo diretor do Instituto de Medicina Legal, Francesco Ventura. O exame necroscópico tem por objetivo confirmar ou refutar os elementos iniciais do laudo pericial que apontaram a presença de múltiplos traumas de origem voluntária, incluindo lesões compatíveis com agressões por objetos contundentes.
Em depoimento à promotora Veronica Meglio, assistida pelas defesas dos advogados Laura Corbetta e Bruno Di Giovanni, a mãe declarou que a criança teria sofrido uma queda da escada no domingo. Ainda conforme a versão apresentada, Beatrice aparentemente teria permanecido em estado estável até a manhã de segunda, quando houve piora súbita e a família decidiu acionar o serviço de emergência. Ao chegarem, os socorristas constataram que nada mais podia ser feito.
O Ministério Público, contudo, não considerou coerente a versão apresentada por Manuela Corbetta. Fontes oficiais informam que, além do primeiro parecer do instituto de medicina legal, a narrativa da mãe foi contestada pelo cruzamento de imagens de câmeras que monitoraram os deslocamentos na área e por outros elementos coletados durante a apuração in loco.
Os investigadores mantêm abordagem cautelosa e técnica: estão focados no levantamento de todos os fatos brutos, na preservação da cena e no confronto de depoimentos com evidências materiais. A polícia judiciária em Imperia coordena a perícia e as diligências destinadas a esclarecer a dinâmica dos ferimentos e a responsabilidade penal eventual.
Em respeito às rotinas processuais e ao princípio da presunção de inocência, o inquérito privilegiará a prova científica e documental. A comunidade local acompanha com apreensão o caso, que segue sob sigilo parcial para não prejudicar os resultados das perícias e das análises forenses.
Este relato será atualizado assim que houver a confirmação da data da audiência de convalidação da prisão, o resultado oficial da autópsia e novas informações emitidas pela promotoria de Imperia.






















