Blake Garrett, o ator que ficou conhecido por seu papel juvenil no filme familiar Come mangiare vermi fritti, foi encontrado morto aos 33 anos em Tulsa, Oklahoma. Nascido em 1992 em Austin, Texas, Garrett começou a atuar ainda criança, participando de produções teatrais locais a partir dos 8 anos. A notícia da morte foi confirmada por sua mãe, Carol, em contato com o site TMZ, e a família aguarda os resultados da autópsia para esclarecer a causa oficial do óbito.
Segundo o relato da mãe, Blake esteve no pronto-socorro na semana anterior ao falecimento depois de sentir uma dor intensa. O diagnóstico dado pelos médicos foi herpes zoster, popularmente conhecido como fogo de SantAntonio. Carol Garrett levantou a hipótese de que o filho possa ter recorrido à automedicação para aliviar a dor e que um uso inadequado ou combinado de fármacos tenha provocado um acidente fatal, embora seja necessário aguardar a confirmação pericial.
O percurso de Blake traz a marca de uma trajetória que transita entre a cena infantil e o palco. No cinema, seu crédito mais conhecido é precisamente o filme dirigido por Bob Dolman em 2006, inspirado no romance de Thomas Rockwell, em que interpretava Plug, amigo do protagonista. Por esse trabalho, ele e os colegas de set receberam o prêmio de Best Young Ensemble Cast no Young Artist Awards, distinção que celebra o talento jovem em produções cinematográficas.
Além do único filme no currículo, a carreira de ator mirim de Blake foi mais extensa no teatro. Entre os títulos em que se apresentou estão Aladdin, Peanuts: A Charlie Brown Tribute, O Mágico de Oz, Annie, Grease e a turnê internacional Barney’s Colorful World. Essas experiências no palco desenham um retrato de ator forjado na disciplina e no coletivo, atributos que muitas vezes se perdem na narrativa rápida da fama.
A trajetória pessoal de Garrett também incluiu desafios. A família mencionou que ele havia enfrentado problemas de dependência no passado, dos quais teria conseguido se recuperar alguns anos antes. Essa combinação de fama precoce, exposição pública e lutas privadas remete a um roteiro conhecido na história do entretenimento: o talento precoce que precisa negociar com dores reais longe da câmera.
Enquanto a polícia e as autoridades de saúde aguardam o laudo definitivo, resta à comunidade artística e aos espectadores revisitar o legado de Blake sob a lente da memória cultural. Seus poucos minutos na tela, e sua extensa passagem pelo palco, funcionam como um pequeno espelho do tempo, lembrando que o cinema e o teatro são aparelhos de memória coletiva nos quais a infância e a dor pública se entrelaçam.
Este é também um momento para refletir sobre como tratamos a saúde mental e a dor física de quem cresce sob os holofotes. A hipótese levantada pela mãe sobre automedicação por conta do herpes zoster abre uma conversa necessária sobre informação, acesso a cuidados e o estigma que ainda cerca o pedido de ajuda.
Blake Garrett deixa memórias de um ator que migrou do palco para a tela e que, mesmo com uma filmografia curta, entrou no imaginário de uma geração que cresceu com comédias familiares. A família, os colegas de elenco e os fãs aguardam respostas oficiais, enquanto as imagens do jovem no palco e na tela continuam a reparar o seu lugar no catálogo do cinema infantil moderno.






















