Sou Erica Santini, e convido você a saborear esta notícia como quem degusta um aperitivo ao pôr do sol em um vilarejo toscano. Em um voto que uniu maioria e oposição, o Senado aprovou definitivamente a legge Cammini, uma alteração que marca uma virada para o turismo italiano, trazendo à tona o valor cultural, ambiental e econômico dos percursos a pé que cruzam o país.
A ministra do Turismo, Daniela Santanchè, celebrou a aprovação como uma “svolta storica”. Em suas palavras, os cammini obtêm finalmente o reconhecimento que merecem, tornando-se um pilastro strategico para o setor. O dispositivo prevê um investimento de 5 milhões de euros no período 2026-2028 e, a partir de 2029, uma dotação contínua de 1 milhão de euros por ano, que se somam aos mais de 30 milhões já aplicados pelo ministério para este ativo.
Segundo Santanchè, “era preciso um governo de centrodestra para dar a devida importância a questo comparto”, até então insuficientemente valorizado. O ministério assume, agora, um papel central na promoção e na valorização dos itinerários italiani, apoiado por instrumentos pensados para integrar planejamento e ação: a cabina di regia, uma banca dati, um tavolo permanente e um programma di sviluppo. Esses mecanismos prometem garantir diálogo constante entre todos os atores envolvidos — das administrações locais aos operadores turísticos, dos conservacionistas às associações de caminhantes.
Para mim, que vivo apaixonada pelas pequenas histórias do Bel Paese, esta lei é também uma carta de convite para redescobrir territórios menos conhecidos — aldeias e vales que guardam tradições autênticas, sabores ancestrais e paisagens que cheiram a stories de família. É um estímulo a praticar o Dolce Far Niente na estrada, a respirar o perfume dos vinhedos e a tocar a textura do tempo nas paredes das igrejas rurais. Andiamo: trata-se de transformar trilhas em oportunidades de desenvolvimento local sustentável, sem perder a alma das comunidades.
Além do apoio financeiro e institucional, a norma abre espaço para criar percursos mais seguros e sinalizados, serviços de acolhimento e produtos turísticos que valorizem a identidade dos lugares — desde uma hospedaria familiar até um itinerário gastronômico que conte a história de um queijo ou de um vinho local.
Em um cenário onde o turismo busca experiências verdadeiras, a lei dos cammini nasce como um mapa para orientar políticas públicas e investimentos privados, preservando patrimônios imateriais e promovendo um turismo disperso e de baixo impacto. Ciao, e permita-se sonhar: cada caminho é uma promessa de descoberta.






















