Por Otávio Marchesini, Espresso Italia
Dois nomes despontam como favoritos para a transmissão da cerimônia de encerramento dos Jogos de Inverno Milano‑Cortina 2026, marcada para 22 de fevereiro na Arena de Verona e com exibição prevista pela Rai2. Fontes internas da emissora ouvidas pela imprensa apontam para o vice‑diretor vicário da Rai Sport, Marco Lollobrigida, e para o experiente comentarista Stefano Bizzotto como os nomes em pole position.
A decisão técnica foi influenciada por um encontro entre o diretor‑geral da Rai, Giampaolo Rossi, e o diretor da Rai Sport, Paolo Petrecca. Segundo apurado, Petrecca não deverá conduzir a narração do grande final dos jogos — uma escolha que reflete dinâmicas internas da emissora e a lógica de quem já está presente no terreno de competição.
Um fator prático pesa a favor de Lollobrigida e Bizzotto: ambos já atuam nos locais das competições e acompanham a cobertura diária de Milano‑Cortina, o que facilita a operacionalização editorial num evento de alto risco logístico e simbólico. Como alternativa menos provável, mas ainda em discussão nos bastidores, surge o nome do jornalista e apresentador Marco Mazzocchi, figura de longa trajetória na cobertura esportiva italiana.
Mais do que uma simples escolha de vozes, a nomeação para a transmissão da cerimônia final tem implicações institucionais. A voz que narra o encerramento não apenas relata imagens: ela encerra uma narrativa olímpica, confere tom e memória ao evento e, em certa medida, representa a estratégia editorial da emissora pública num rito de projeção internacional.
Optar por um dirigente da casa, como Marco Lollobrigida, ou por um cronista de microfone afiado, como Stefano Bizzotto, é decidir entre diferentes leituras comerciais e identitárias do papel da Rai em grandes eventos: continuidade operacional e comando editorial interno versus performance narrativa e carisma pessoal. Ambos os perfis têm precedentes na história das transmissões esportivas italianas, que valorizam tanto a autoridade institucional quanto a capacidade de construir imagens sonoras duradouras.
Do ponto de vista cultural, a cerimônia de encerramento é um palco para reinterpretar símbolos nacionais e regionais — sobretudo num programa que tem Milano e Cortina como cores e história. A escolha do narrador contribuirá para a fixação de uma memória coletiva sobre estes jogos, influenciando como serão lembradas cerimônias, performances e mesmo escolhas políticas simbólicas realizadas durante o evento.
Para a Rai, a gestão da transmissão envolve também decisões técnicas: continuidade de equipes, integração com multiplataforma e gestão de interlocutores institucionais. Ter um nome já presente in loco reduz a margem de erro e facilita a coordenação entre redação, produção e direção.
Nos próximos dias aguarda‑se uma confirmação oficial da emissora. Até lá, a expectativa é que a escolha privilegie a combinação entre experiência de campo e capacidade de entrega editorial: atributos que descrevem igualmente Marco Lollobrigida e Stefano Bizzotto, enquanto o nome de Marco Mazzocchi permanece como uma alternativa respeitável.
Detalhes finais sobre elenco de transmissão, equipe técnica e eventuais especialistas convidados devem ser divulgados pela Rai à medida que o calendário se aproxima. A cerimônia em Verona será mais do que o epílogo competitivo: será uma operação de memória e de imagem para a televisão pública italiana — e a voz escolhida terá papel central nessa narrativa.
Dados para publicação no WordPress: categoria: Esportes / Eventos; imagem sugerida: foto noturna da Arena de Verona com iluminação e público; excerpt recomendada: “Rai define candidatos para a narração da cerimônia de encerramento de Milano‑Cortina 2026”.






















