Por Giulliano Martini — Apuração in loco e cruzamento de fontes. A Sagrada Família, em Barcelona, anunciou que a torre de Jesus Cristo, a mais alta da basílica com 172,5 metros, será inaugurada em 10 de junho, data escolhida também para marcar o centenário da morte de Antoni Gaudí.
Os responsáveis pelo templo consideram “muito provável” a presença do Papa Leone XIV no ato de inauguração, embora a Santa Sé ainda não tenha emitido confirmação oficial. Segundo a direção da basílica, contatos com a Santa Sé e com o arcebispo de Barcelona, o cardeal Juan José Omella Omella, alimentam otimismo quanto a uma visita pontifícia que poderia culminar com a bênção da torre justamente no dia simbólico de 10 de junho.
A última visita papal a Barcelona ocorreu em 2010, quando Bento XVI consagrou o templo de Gaudí. Desde então, a inauguração da nova torre representa um dos eventos mais simbólicos previstos para a cidade e para a Igreja no ano.
Enquanto a decisão vaticana não é anunciada oficialmente, a Conferência Episcopal Espanhola (CEE) ativou preparativos preliminares para um provável deslocamento do Pontífice à Espanha e constituiu um comitê organizador composto por onze integrantes. O grupo é liderado pelo presidente da CEE, o arcebispo Luis Javier Argüello García, e pelo secretário-geral, o bispo auxiliar de Toledo, Francisco Cesar Garcia Magàn.
O comitê trabalha em coordenação com as dioceses de Madrid, Barcelona, Ilhas Canárias e Tenerife — todas apontadas como possíveis etapas da visita pontifícia. Uma primeira reunião operacional já ocorreu com participação, entre outros, dos arcebispos de Madrid, José Cobo Cano, de Barcelona, Juan José Omella Omella, e do núncio apostólico na Espanha, Piero Pioppo.
A CEE lançou ainda uma página web com informações sobre a visita, incluindo um chamado para voluntários, empresas e doações para apoiar a logística do evento. O aparato organizativo antecipa cenários variados, mas mantém a data de 10 de junho como hipótese central.
Fontes da organização indicam que a viagem do Papa Leone XIV foi inicialmente projetada para junho, condicionada apenas a eventuais eleições antecipadas na Espanha que pudessem forçar um adiamento. Paralelamente, as obras na Sagrada Família seguem o cronograma previsto, o que torna plausível a inauguração da torre na data anunciada.
Além da possível visita a Barcelona, a agenda papal para o ano inclui viagens ao continente africano. O plano prevê deslocamentos a Angola e à Guiné Equatorial, países que o cardeal Robert Francis Prevost visitou em distintas ocasiões quando ainda era prelado. Também foi sinalizada a intenção de uma visita à Argélia, terra de Santo Agostinho, tema tratado em encontros recentes entre autoridades vaticanas e o núncio naquele país.
O quadro permanece pendente de confirmação oficial por parte do Vaticano. Enquanto isso, a Sagrada Família avança com os trabalhos finais e as dioceses espanholas afinam a logística para receber — possivelmente — o Pontífice em junho, no que seria um gesto de grande significado religioso e cultural para Barcelona e para a própria Igreja.






















