Como um jardim que resiste às mudanças da estação quando o solo está seco, nosso corpo também dá sinais sutis quando o ritmo intestinal se altera. A constipação (prisão de ventre) não é apenas a dificuldade de ‘ir ao banheiro’: incluem-se entre os sinais fezes mais duras, esforço excessivo, inchaço abdominal e a sensação persistente de evacuação incompleta. É o que lembra Danilo Lembo, Diretor Médico da Norgine Italia, ao falar sobre um tema que muitas vezes a sociedade prefere ignorar.
Um estudo da Focaldata revela que 42% dos italianos desconhecem que, se negligenciada, a constipação torna-se mais difícil de tratar. Essa estatística funciona como um alerta: deixar o problema evoluir é como adiar a colheita de uma plantação — quanto mais tempo se espera, mais esforço será necessário para recuperar o equilíbrio.
Apesar do estigma, hoje existem terapias eficazes e específicas que permitem resolver o quadro com precisão. Segundo Lembo, há opções que variam desde mudanças no estilo de vida — hidratação, fibra alimentar e movimento, como caminhar nas manhãs de luz mansa — até tratamentos farmacológicos orientados por um médico. O importante é reconhecer o sintoma cedo e buscar orientação: a constipação é curável e não deve ser tratada como um tabu.
Como observador da ligação entre clima, hábitos e bem-estar, gosto de pensar na saúde intestinal como o tempo interno do corpo: quando alinhamos rotina, sono e alimentação com as estações, o organismo responde com mais harmonia. Pequenos gestos diários — um copo de água ao acordar, uma caminhada leve após as refeições, alimentos integrais e hortaliças sazonais — funcionam como a chuva que amolece o solo e facilita o trabalho do jardineiro.
Do ponto de vista prático, os sinais a observar são claros: esforço constante para evacuar, fezes endurecidas, sensação de evacuação incompleta e sensação de inchaço. Se esses sinais persistem por semanas, é hora de procurar um especialista. A intervenção precoce não só melhora a qualidade de vida como também amplia as opções terapêuticas, tornando o tratamento menos invasivo e mais eficiente.
Ao desmitificar o tema, promovemos conversas mais humanas e eficazes. Não se trata de alarmismo, mas de cuidado cotidiano: perguntar ao seu médico, compartilhar o sintoma sem vergonha e adotar hábitos que respeitam o ritmo natural do corpo. Como numa manhã italiana que desperta lenta e fragrante, o acolhimento do problema e a ação consciente produzem um novo compasso de bem-estar.
A mensagem de Norgine Italia e de Danilo Lembo é clara: a constipação é comum, tratável e não deve ser um tabu. Deixe a timidez de lado, cuide do seu tempo interno e colha os frutos de uma vida mais leve.





















