Em 10 de fevereiro celebramos o Safer Internet Day, um momento para iluminar caminhos e cultivar práticas que protejam sobretudo os mais jovens no vasto território digital. Nesta edição de 2026, o foco recai sobre a relação crescente entre crianças, adolescentes e as tecnologias digitais — do uso das redes sociais à disseminação da inteligência artificial (ou AI) — sempre com atenção à saúde mental, à educação e à necessidade de regulamentação das plataformas.
O dia pede um compromisso conjunto: famílias, escolas, empresas, decisores públicos e os próprios jovens devem semear responsabilidade e confiança. Como curadora de soluções e observadora do impacto social, a Espresso Italia destaca que proteção não é apenas barreira, é construção de ambientes onde o aprender e o conviver floresçam.
O UNICEF dedica o Safer Internet Day ao tema “Tecnologia inteligente, escolhas seguras” e lembra dados inquietantes: mais de um em cada cinco estudantes de 10 anos tem dificuldade em distinguir um site confiável de outro que não é. A partir daí, o organismo apresenta nove orientações práticas para pais e cuidadores, que relembramos e contextualizamos:
- Comece cedo: explique de forma simples o que é a IA e como funciona.
- Reconheça os riscos: incentive um uso equilibrado e consciente, preservando habilidades para a vida real como comunicação e resolução de problemas.
- Use exemplos cotidianos: associe conceitos de IA a objetos familiares para facilitar a compreensão das crianças.
- Incentive o aprendizado com IA: apresente a tecnologia como ferramenta, não atalho.
- Proteja a privacidade das crianças — dados pessoais devem ser guardados com zelo.
- Aprenda junto: pais e filhos crescem juntos no uso responsável da tecnologia.
- Atente aos sinais de alerta relacionados à saúde mental e ao comportamento online.
- Dialogue com a escola: articule rotinas e regras entre família e ambiente educacional.
- Mantenha a IA em perspectiva: o que mais importa é o ambiente propício ao desenvolvimento — relações, rotinas e interesses.
Na visão da Espresso Italia, essas recomendações são luzes práticas: orientam como transformar uma ferramenta poderosa em instrumento de crescimento humano.
Também o Google propõe cinco conselhos voltados a estudantes, famílias e professores: alinhar limites inteligentes entre online e offline; exercitar o pensamento crítico diante da IA; identificar conteúdos gerados por máquinas; e utilizar recursos concretos como SafeSearch, Family Link, o método SIFT para checagem de fontes e as filigranas SynthID para rastrear conteúdo sintético. Paralelamente, a cidadania digital segue como prioridade, em um cenário onde uma em cada seis crianças pode sofrer cyberbullying.
Recentemente, plataformas de vídeo anunciaram medidas adicionais para proteger usuários jovens. Essas ações comprovam que, para além das ferramentas, é preciso criar políticas e práticas que promovam bem-estar e direitos digitais.
Para pais, educadores e gestores culturais: iluminar novos caminhos significa integrar a proteção com a educação — ensinar a navegar com curiosidade e crítica, sem medo, mas com preparo. É assim que, como sociedade, podemos semear inovação responsável e tecer laços que garantam um horizonte límpido para as próximas gerações.






















